Ai Jesus valha-me Deus
Mas que grande confusão
Já não sei o que dizer
Até me doi o coração
Este novo casamento
Que entrou na modernice
Eu acho que é tolice
Este novo procedimento
Esta lei veio de São Bento
Nem parecem plebeus
Habitos tais os seus
Estas ideias me consomem
Casar homem com homem
Ai Jesus valha-me Deus.
Dormem os dois muito bem
Mas que diabo de sarilhos
Se não podem ter filhos
Porque útero eles não têem
Não é pai nem é mãe
Nem sentem compaixão
Nem sentem no coração
Como um filho é criado
Só sendo adoptado
Mas que grande confusão.
Também temos no femenino
Querem assumir o matrimónio
Valha-me o Santo António
Já perdeste o menino
Mas que triste destino
Não sei qual o prazer
Esta-se mesmo a ver
Não é preciso ir ao altar
Querem apenas ter um par
Já não sei o que dizer.
Este mundo está virado
Com as lésbicas a namorar
Dizem que querem casar
E os gays estão do seu lado
Lá vão de braço dado
Sua vontade tem uma razão
Não querem descriminação
Querem os direitos iguais
Eu acho que éde mais
Até me dói o coração
Autor Jaime S. Guerreiro
19/9/2010
domingo, 19 de setembro de 2010
domingo, 29 de agosto de 2010
O que as Mulheres eram
Foi nos tempos passados
Qua as Mulhere foi escravizada
Trabalhava em todos os lados
Era o homem que mandava
Era ela que criava os filhos
Lá estava na lida da cozinha
Passava os maiores martirios
Lutando sempre sozinha
Tanto que lotou na vida
Tantas vezes levou pacada
Tanta noite mal dormida
Quando nos filhos cuidava
Da Mulher para a liberdade
Para isso tanto lutou
Agora já tem igualdade
Tudo na Mulher mudou
Agora batem o pé
Mostra do que é capaz
Vão saber como é
E jámais voltam atraz
Agora são deputadas
Já têem um partido
Há homens a limpar escadas
São elas que mandam no marido
O Homem já não manda nada
Quem manda é a Mulher
Agora é ele que leva pancada
E só fás o que ela quer
Autor Jaime S. Guerreiro
Qua as Mulhere foi escravizada
Trabalhava em todos os lados
Era o homem que mandava
Era ela que criava os filhos
Lá estava na lida da cozinha
Passava os maiores martirios
Lutando sempre sozinha
Tanto que lotou na vida
Tantas vezes levou pacada
Tanta noite mal dormida
Quando nos filhos cuidava
Da Mulher para a liberdade
Para isso tanto lutou
Agora já tem igualdade
Tudo na Mulher mudou
Agora batem o pé
Mostra do que é capaz
Vão saber como é
E jámais voltam atraz
Agora são deputadas
Já têem um partido
Há homens a limpar escadas
São elas que mandam no marido
O Homem já não manda nada
Quem manda é a Mulher
Agora é ele que leva pancada
E só fás o que ela quer
Autor Jaime S. Guerreiro
A praia da minha terra Sines
Sentado na areia da praia
Eu vi as gaivotas voar
A onda sobre a areia desmaia
E recolhe voltando ao mar
O vento fresco me batia
No rosto me refrescva
Uma onda vinha e outra ia
E na areia desmaiava
Quando alguem mergulhava
Via-se os peixes a saltar
Um barco á vela navegava
E um pescador a remar
Até conchinhas apanhei
Coisas me veio á lembrança
Eu até recordei
O tempo que era criança
Satisfiz a minha curiozidade
Olhando o Mar imenço
Ali matei a saudade
Da praia de onde pertenço
Para o horizonte me virei
O Sol já ia muito baixinho
Foi quando reparei
Que estava na praia sozinho
Autor Jaime S. Guerreiro
29/8/2010
Eu vi as gaivotas voar
A onda sobre a areia desmaia
E recolhe voltando ao mar
O vento fresco me batia
No rosto me refrescva
Uma onda vinha e outra ia
E na areia desmaiava
Quando alguem mergulhava
Via-se os peixes a saltar
Um barco á vela navegava
E um pescador a remar
Até conchinhas apanhei
Coisas me veio á lembrança
Eu até recordei
O tempo que era criança
Satisfiz a minha curiozidade
Olhando o Mar imenço
Ali matei a saudade
Da praia de onde pertenço
Para o horizonte me virei
O Sol já ia muito baixinho
Foi quando reparei
Que estava na praia sozinho
Autor Jaime S. Guerreiro
29/8/2010
sábado, 14 de agosto de 2010
Fui um dia apanhar côcos
Fui um dia apanhar côcos
Ao coqueiro da minha prima
O coqueiro tinha poucos
Mas tive que subir lá a cima
O côco da minha prima
É redondo e bem reboludo
É um côco tão gostoso
Eu como com casca e tudo
Apanhei um côco jeitoso
Que me vai saber a pouco
Eu disse á minha prima
Deixa-me partir o côco
Minha prima me respondeu
Ó primo tu estás louco
Este côco é muito meu
Não te deixo partir o côco
Deixa-me partir o côco
Se é que ainda está inteiro
Minha prima me respondeu
Já não és tu o primeiro
Depois de partir o côco
Eu também o quis comer
Éla me respondeu
É para bolos que sei fazer
Bolos que sei fazer
E também sei cozinhar
Se queres partir o côco
Então vamos exprementar
Da-me o côco vira o côco
O côco é para abrir
Da-me o côco vira o côco
O côco é para eu partir
Autor Jaime S. Guerreiro
14/8/2010
Ao coqueiro da minha prima
O coqueiro tinha poucos
Mas tive que subir lá a cima
O côco da minha prima
É redondo e bem reboludo
É um côco tão gostoso
Eu como com casca e tudo
Apanhei um côco jeitoso
Que me vai saber a pouco
Eu disse á minha prima
Deixa-me partir o côco
Minha prima me respondeu
Ó primo tu estás louco
Este côco é muito meu
Não te deixo partir o côco
Deixa-me partir o côco
Se é que ainda está inteiro
Minha prima me respondeu
Já não és tu o primeiro
Depois de partir o côco
Eu também o quis comer
Éla me respondeu
É para bolos que sei fazer
Bolos que sei fazer
E também sei cozinhar
Se queres partir o côco
Então vamos exprementar
Da-me o côco vira o côco
O côco é para abrir
Da-me o côco vira o côco
O côco é para eu partir
Autor Jaime S. Guerreiro
14/8/2010
domingo, 4 de julho de 2010
Na loja
Eu acompanho a minha esposa
Aos centros comerciais
Onde se vê tanta coisa
Eu acho que é de mais
Depois de ver tanto objecto
Ela dá volta á parteleira
Não traz o cartão de credito
Também não traz a carteira
Pergunta o preço do vestido
Pergunta o preço da blusa
Diz que este fica compridoo
E aquele que já não se usa
Ela em tudo mexe
Põe tudo á descarada
Ela mexe e remexe
Depois não compra nada
Ás vezes mete-me aflição
Que tempo mal empregado
Onde ela põe a mão
Fica tudo desarrumado
Ponho-me a olhar para ela
Ás vezes até me esqueço
Mesmo com muita cautela
Ela põe tudo do avesso
Não sei qual a ideia
De me trazer a este logar
É para ver se caio na teia
Se me resolvo a pagar
Autor Jaime S. Guerreiro
Aos centros comerciais
Onde se vê tanta coisa
Eu acho que é de mais
Depois de ver tanto objecto
Ela dá volta á parteleira
Não traz o cartão de credito
Também não traz a carteira
Pergunta o preço do vestido
Pergunta o preço da blusa
Diz que este fica compridoo
E aquele que já não se usa
Ela em tudo mexe
Põe tudo á descarada
Ela mexe e remexe
Depois não compra nada
Ás vezes mete-me aflição
Que tempo mal empregado
Onde ela põe a mão
Fica tudo desarrumado
Ponho-me a olhar para ela
Ás vezes até me esqueço
Mesmo com muita cautela
Ela põe tudo do avesso
Não sei qual a ideia
De me trazer a este logar
É para ver se caio na teia
Se me resolvo a pagar
Autor Jaime S. Guerreiro
sábado, 3 de julho de 2010
Mulher infeliz
Homem
Porque clama a minha mulher
Se não lhe falta nada
Tem tudo o que ela quer
E a despensa recheada
Mulher
Sito-me muito infeliz
Não posso ter o que gosto
Como posso ser feliz
Com este tamanho desgosto
Ele
Eu amo-te do coração
Já não sei o que fazer
Diz-me qual a razão
Desse grande teu sofrer
Ela
Eu sei que me tens amor
Em nós há lealdade
Mas falta-me o melhor
Para a nossa felicidade
Ele
Se fôr dinheiro eu pago
Não se olha a despesas
Eu vou a todo o lado
Para não ver tristezas
Ela
A falta que sinto cá dentro
Não tens dinheiro para pagar
Talvez só com algum tempo
Eu me possa conformar
Ele
Se é que estas doente
Eu chamo o cirugião
Quero um bom ambiente
Na nossa relação
Ela
Sempre me hei-de queixar
Por isso eu me lamento
Não há mais amor para dar
Sabe Deus o meu sofrimento
Ele
Tomara outras mulheres
Terem como tu, um paraiso
Tu tens tudo o que preferes
Elas não têem o que é preciso
Ela
Que me importa se nobre
Se não tenho o que elas têem
Preferia ser sempre pobre
E ter o prazer de ser mãe.
Porque clama a minha mulher
Se não lhe falta nada
Tem tudo o que ela quer
E a despensa recheada
Mulher
Sito-me muito infeliz
Não posso ter o que gosto
Como posso ser feliz
Com este tamanho desgosto
Ele
Eu amo-te do coração
Já não sei o que fazer
Diz-me qual a razão
Desse grande teu sofrer
Ela
Eu sei que me tens amor
Em nós há lealdade
Mas falta-me o melhor
Para a nossa felicidade
Ele
Se fôr dinheiro eu pago
Não se olha a despesas
Eu vou a todo o lado
Para não ver tristezas
Ela
A falta que sinto cá dentro
Não tens dinheiro para pagar
Talvez só com algum tempo
Eu me possa conformar
Ele
Se é que estas doente
Eu chamo o cirugião
Quero um bom ambiente
Na nossa relação
Ela
Sempre me hei-de queixar
Por isso eu me lamento
Não há mais amor para dar
Sabe Deus o meu sofrimento
Ele
Tomara outras mulheres
Terem como tu, um paraiso
Tu tens tudo o que preferes
Elas não têem o que é preciso
Ela
Que me importa se nobre
Se não tenho o que elas têem
Preferia ser sempre pobre
E ter o prazer de ser mãe.
sexta-feira, 2 de julho de 2010
A casa da Mariquinhas
A casa da mariquinhas
Era só cangalhada
O tecto estava a cair
A casa foi derrobada
A porta sem fechadura
A janela sem vidraça
Aquilo era uma desgraça
Com tanta sucata á mistura
Uma foto sem moldura
O soalho sem tabuinhas
O chão era de pedrinhas
Lá tinha um velho tapete
Para ela era um palacete
A casa da mariquinhas
Com cacos por todo o lado
Móveis sem parteleiras
Havia duas cadeiras
E um banco descolado
Janela sem cortinado
Tudo não valia nada
Só havia uma almofada
Uma panela e dois pratos
Pendurado três farrapos
Era só cangalhada
Casa de banho sem sanita
Também não tinha bidé
Faltava um rodapé
O toalheiro era uma ripa
Quando se viu aflita
À Câmara chegou a ir
Fartou-se de andar a pedir
A quem lhe desse a mão
Já não tem solução
O tecto estava a cair
O quarto era pequeno
A cama era no chão
Havia um velho colchão
Cheio de palha e feno
Não dormia no sereno
Sentia-se aconchegada
Já estava conformada
Que a casa ia demolir
Já não tem onde dormir
A casa foi derrobada
Autor Jaime S. Guerreiro
Era só cangalhada
O tecto estava a cair
A casa foi derrobada
A porta sem fechadura
A janela sem vidraça
Aquilo era uma desgraça
Com tanta sucata á mistura
Uma foto sem moldura
O soalho sem tabuinhas
O chão era de pedrinhas
Lá tinha um velho tapete
Para ela era um palacete
A casa da mariquinhas
Com cacos por todo o lado
Móveis sem parteleiras
Havia duas cadeiras
E um banco descolado
Janela sem cortinado
Tudo não valia nada
Só havia uma almofada
Uma panela e dois pratos
Pendurado três farrapos
Era só cangalhada
Casa de banho sem sanita
Também não tinha bidé
Faltava um rodapé
O toalheiro era uma ripa
Quando se viu aflita
À Câmara chegou a ir
Fartou-se de andar a pedir
A quem lhe desse a mão
Já não tem solução
O tecto estava a cair
O quarto era pequeno
A cama era no chão
Havia um velho colchão
Cheio de palha e feno
Não dormia no sereno
Sentia-se aconchegada
Já estava conformada
Que a casa ia demolir
Já não tem onde dormir
A casa foi derrobada
Autor Jaime S. Guerreiro
quinta-feira, 1 de julho de 2010
AVOZINHA
Fui visitar a minha avozinha
Que vivia lá na terra
Coitada vivia sozinha
Num monte no meio da serra
Era uma casinha singela
Feita de pedraria
Apenas uma janela
Era ali que ela vivia
Uma casa envelhecida
Quase do tempo dos romanos
Nela foi sempre vivida
Grandes calores humanos
De volta havia pinhascos
Pinheiros e silvados
Castanheiros e carrascos
Havia mato em todos os lados
Havia um carreiro que descia
Que vinha da casa á fonte
Para mim era uma alegria
Estar com ela naquele monte
Pedi-lhe para vir comigo
Respondeu-me não pode ser´
É aqui que tenho vivido
É aqui que quero morrer
Despedi-me da minha avozinha
Com os braços dela nos meus
Ela ficou triste sozinha
E disse meu neto, Vai com Deus.
Autor Jaime S. Guerreiro
Que vivia lá na terra
Coitada vivia sozinha
Num monte no meio da serra
Era uma casinha singela
Feita de pedraria
Apenas uma janela
Era ali que ela vivia
Uma casa envelhecida
Quase do tempo dos romanos
Nela foi sempre vivida
Grandes calores humanos
De volta havia pinhascos
Pinheiros e silvados
Castanheiros e carrascos
Havia mato em todos os lados
Havia um carreiro que descia
Que vinha da casa á fonte
Para mim era uma alegria
Estar com ela naquele monte
Pedi-lhe para vir comigo
Respondeu-me não pode ser´
É aqui que tenho vivido
É aqui que quero morrer
Despedi-me da minha avozinha
Com os braços dela nos meus
Ela ficou triste sozinha
E disse meu neto, Vai com Deus.
Autor Jaime S. Guerreiro
domingo, 20 de junho de 2010
Pobre vagabundo
Sou um pobre vagabundo
Vivo no bairro da lata
Ainda não vi neste mundo
Um bairro com tanta sucata
Eu durmo ao relento
Coberto com um papelão
Para mim o melhor tempo
É este agora no verão
Eu passo alguma fome
Porque não quero trabalhar
Porque essa vida me consome
Só me apetece descansar
Não olhes para o que eu faço
Nesta vida desgraçada
Eu ando sempre descalço
E de camisa rasgaada
Tomo banho no inverno
Só quando está a chover
A água fria é um inferno
Vagabundo tem que sofrer
Quando encontro uma carcaça
Revolto o caixote do lixo
Escolho o arroz e massa
E muita fruta com bicho
Peço esmola a uma moça nova
Responde-me toda zangada
Queres o dinheiro para a droga
Vira as costas e não dá nada
Roupa não posso comprar
Porque não tenho capital
Porque me hei-de a ralar
Se há tanta no estendal
Camisas novas apanho
E calças das mais modernas
Nunca olho ao tamanho
Algumas largas nas pernas
Não quero ter mulher
Dela sou oriundo
De serteza ela não quer
Ter mais um vagabundo
Autor JSGuerreiro
Vivo no bairro da lata
Ainda não vi neste mundo
Um bairro com tanta sucata
Eu durmo ao relento
Coberto com um papelão
Para mim o melhor tempo
É este agora no verão
Eu passo alguma fome
Porque não quero trabalhar
Porque essa vida me consome
Só me apetece descansar
Não olhes para o que eu faço
Nesta vida desgraçada
Eu ando sempre descalço
E de camisa rasgaada
Tomo banho no inverno
Só quando está a chover
A água fria é um inferno
Vagabundo tem que sofrer
Quando encontro uma carcaça
Revolto o caixote do lixo
Escolho o arroz e massa
E muita fruta com bicho
Peço esmola a uma moça nova
Responde-me toda zangada
Queres o dinheiro para a droga
Vira as costas e não dá nada
Roupa não posso comprar
Porque não tenho capital
Porque me hei-de a ralar
Se há tanta no estendal
Camisas novas apanho
E calças das mais modernas
Nunca olho ao tamanho
Algumas largas nas pernas
Não quero ter mulher
Dela sou oriundo
De serteza ela não quer
Ter mais um vagabundo
Autor JSGuerreiro
sexta-feira, 18 de junho de 2010
CASAMENTOS MODERNOS
Ai Jesus valha-me Deus
Mas que grande confusão
Já não sei o que dizer
Até me dói o coração
Estes novos casamentos
Que entrou na modernice
Eu acho que é tolice
Este novo procedimento
Esta lei veio de São Bento
Nem parecem plebeus
Hábitos tais os seus
Estas ideias me consomem
Casar homem com homem
Ai Jesus valha-me Deus
Dormem os dois muito bem
Mas que diabo de sarilhos
Se não podem ter filhos
Porque útero eles não tem
Nem é pai nem é mãe
Não há irmã nem irmão
Nem sentem no coração
Como um filho é criado
Só sendo adotado
Mas que grande confusão
Também temos no femenino
Querem assumir o matrimónio
Valha-me Santo António
Já perdes-te o menino
Mas que triste destino
Não sei qual o prazer
Está-se mesmo a ver
Não é preciso ir ao altar
Querem apenas ter um par
Já não sei o que dizer
Este mundo está virado
Com as lésbicas a namorar
Dizem que querem casar
E os gays estão do seu lado
Lá vão de braço dado
Sua vontade tem uma razão
Não querem descriminação
Querem os direitos iguais
Eu acho que é de mais
Até me doi o coração
Autor JSGuerreiro
Mas que grande confusão
Já não sei o que dizer
Até me dói o coração
Estes novos casamentos
Que entrou na modernice
Eu acho que é tolice
Este novo procedimento
Esta lei veio de São Bento
Nem parecem plebeus
Hábitos tais os seus
Estas ideias me consomem
Casar homem com homem
Ai Jesus valha-me Deus
Dormem os dois muito bem
Mas que diabo de sarilhos
Se não podem ter filhos
Porque útero eles não tem
Nem é pai nem é mãe
Não há irmã nem irmão
Nem sentem no coração
Como um filho é criado
Só sendo adotado
Mas que grande confusão
Também temos no femenino
Querem assumir o matrimónio
Valha-me Santo António
Já perdes-te o menino
Mas que triste destino
Não sei qual o prazer
Está-se mesmo a ver
Não é preciso ir ao altar
Querem apenas ter um par
Já não sei o que dizer
Este mundo está virado
Com as lésbicas a namorar
Dizem que querem casar
E os gays estão do seu lado
Lá vão de braço dado
Sua vontade tem uma razão
Não querem descriminação
Querem os direitos iguais
Eu acho que é de mais
Até me doi o coração
Autor JSGuerreiro
quinta-feira, 17 de junho de 2010
CASAMENTO POR INTERESSE
DIALGO
ELE
Ó minha flor adorada
Ouça lá o que lhe digo
Se não quer fazer nada
Você pode casar comigo
ELA
Ó seu velho baboso
Não tenha ilusão
Você é tão idoso
Já não tem comechão
ELE
Mesmo com oitenta anos
Case comigo minha querida
Eu não lhe causo danos
Ainda tenho muita vida
ELA
Casar consigo era bom
Só se for pelas notas
Digo isto em bom tom
Você nem pode com as botas
ELE
Ó menina tenha piedade
A aparencia não diz nada
Mesmo com a minha idade
Você pode ficar cansada
ELA
É uma fartada de rir
Eu sou uma moça nova
Nem para a cama podes subir
Estás com os pes para a cova
ELE
Case comigo amorzinho
Faz a minha felicidade
Dá-me amor e carinho
Já posso morrer á vontade
ELA
Ó amor tu és um santo
Eu até não tenho inveja
Das-me a conta do banco
Podemos ir já á Igreja
ELE
Dou-te tudo o que tu quiseres
Promete que casas comigo
Se falhar no que tu queres
Posso pedir a um amigo
ELA
Isso aí é um perigo
E também um grande sarilho
Mesmo assim caso contigo
Se ainda me deres um filho
ELE
Tratamos do casamento
E não fugimos á letra
Ainda te dou um rebento
Nem que seja proveta
ELE e ELA
Agora somos casados
Como vez não há enganos
Todos estão admirados
De sermos felizes muitos anos
Autor JSGuerreiro
ELE
Ó minha flor adorada
Ouça lá o que lhe digo
Se não quer fazer nada
Você pode casar comigo
ELA
Ó seu velho baboso
Não tenha ilusão
Você é tão idoso
Já não tem comechão
ELE
Mesmo com oitenta anos
Case comigo minha querida
Eu não lhe causo danos
Ainda tenho muita vida
ELA
Casar consigo era bom
Só se for pelas notas
Digo isto em bom tom
Você nem pode com as botas
ELE
Ó menina tenha piedade
A aparencia não diz nada
Mesmo com a minha idade
Você pode ficar cansada
ELA
É uma fartada de rir
Eu sou uma moça nova
Nem para a cama podes subir
Estás com os pes para a cova
ELE
Case comigo amorzinho
Faz a minha felicidade
Dá-me amor e carinho
Já posso morrer á vontade
ELA
Ó amor tu és um santo
Eu até não tenho inveja
Das-me a conta do banco
Podemos ir já á Igreja
ELE
Dou-te tudo o que tu quiseres
Promete que casas comigo
Se falhar no que tu queres
Posso pedir a um amigo
ELA
Isso aí é um perigo
E também um grande sarilho
Mesmo assim caso contigo
Se ainda me deres um filho
ELE
Tratamos do casamento
E não fugimos á letra
Ainda te dou um rebento
Nem que seja proveta
ELE e ELA
Agora somos casados
Como vez não há enganos
Todos estão admirados
De sermos felizes muitos anos
Autor JSGuerreiro
domingo, 13 de junho de 2010
PERDEMOS A ESPERANÇA
Já perdemos a esperaça
Isto parece um castigo
Diz que não tem dinheiro
Para quem não tem abrigo
Há pessoas nessitadas
Não há quem nos acuda
Esta miséria não muda
Porque assim são governados
Outros são roubados
Há falta de segurança
Já ninguem tem confiança
Como tinha antigamente
Ninguem está contente
Já perdemos a esperança
As terras não são lavradas
As serras cheias de neve
Já ninguem se atreve
A puxar pelas enxadas
Isso foram águas passadas
A terra já não dá trigo
Todos precisam de abrigo
Muito amor e carinho
É triste viver sozinho
Isto parece um castigo
A crise essa malvada
Deixou tudo depenado
Deixou o comércio parado
Dizem que não vendem nada
Tanta gente desempregada
Já não têem o seu mealheiro
Não pagam ao mercieiro
Pedem ao vizinho emprestado
Vão também pedir ao estado
Dizem que não têem dinheiro
Se tivesse um bom patrão
Levava a vida a surrir
Quem não tem onde dormir
Coitado de quem estende a mão
Pedindo um bocado de pão
As vezes mal vestido
Sempre á chuva e ao perigo
Dos relampagos e trovões
Podiam dar uns tostões
A quem não tem abrigo
Autor JSGuerreiro
Isto parece um castigo
Diz que não tem dinheiro
Para quem não tem abrigo
Há pessoas nessitadas
Não há quem nos acuda
Esta miséria não muda
Porque assim são governados
Outros são roubados
Há falta de segurança
Já ninguem tem confiança
Como tinha antigamente
Ninguem está contente
Já perdemos a esperança
As terras não são lavradas
As serras cheias de neve
Já ninguem se atreve
A puxar pelas enxadas
Isso foram águas passadas
A terra já não dá trigo
Todos precisam de abrigo
Muito amor e carinho
É triste viver sozinho
Isto parece um castigo
A crise essa malvada
Deixou tudo depenado
Deixou o comércio parado
Dizem que não vendem nada
Tanta gente desempregada
Já não têem o seu mealheiro
Não pagam ao mercieiro
Pedem ao vizinho emprestado
Vão também pedir ao estado
Dizem que não têem dinheiro
Se tivesse um bom patrão
Levava a vida a surrir
Quem não tem onde dormir
Coitado de quem estende a mão
Pedindo um bocado de pão
As vezes mal vestido
Sempre á chuva e ao perigo
Dos relampagos e trovões
Podiam dar uns tostões
A quem não tem abrigo
Autor JSGuerreiro
quinta-feira, 10 de junho de 2010
Não te quero
Agora já não és minha
Não procures a onde eu estou
Já fui chão que deu vinha
Nossa amizade acabou
Meus olhos por ti choraram
Meu coração por ti sofreu
Foram chagas que ficaram
Levs-te tudo o que era meu
Dei-te o cartão para comprares
A roupa que o teu corpo veste
Quis dar-te o meu amor
E tu não o quiseste
Dei-te o carro e a vivenda
Dei-te joias de presente
Dei-te uma linda fazenda
E nunca ficavas contente
Paguei-te todo o luxo nos hoteis
Nas viagens ao estrangeiro
Levas-te os meus aneis
E todo o meu dinheiro
Viveste com falsidade
Eu para ti fui sincero
Enti só existe maldade
Agora já te não quero
JSGuerreiro
Não procures a onde eu estou
Já fui chão que deu vinha
Nossa amizade acabou
Meus olhos por ti choraram
Meu coração por ti sofreu
Foram chagas que ficaram
Levs-te tudo o que era meu
Dei-te o cartão para comprares
A roupa que o teu corpo veste
Quis dar-te o meu amor
E tu não o quiseste
Dei-te o carro e a vivenda
Dei-te joias de presente
Dei-te uma linda fazenda
E nunca ficavas contente
Paguei-te todo o luxo nos hoteis
Nas viagens ao estrangeiro
Levas-te os meus aneis
E todo o meu dinheiro
Viveste com falsidade
Eu para ti fui sincero
Enti só existe maldade
Agora já te não quero
JSGuerreiro
sábado, 5 de junho de 2010
SEMPRE FUI TRABALHADOR
Este poema é a minha vida
Sempre fui trabalhador
Em tudo tenho trabalhado
Ninguém me deu valor
Já me sinto cansado.
Comecei na construção
Comecei como servente
Senti-me mais contente
Ao pegar no matacão
Era uma boa profissão
Quando quiz ser escultor
Também quiz ser Doutor
Para salvar a humanidade
Digo isto sem vaidade
Sempre fui trabalhador.
Já fui sapateiro
Trabalhei numa sapataria
Trabalhei noite e dia
Por isso fui padeiro
Também fui pedreiro
Tejolos tenho assentado
Engraxei muito calçado
Com tinta da mesma côr
E eu Já fui estucador
Em tudo tenho trabalhado.
Eu já vendi sardinhas
Já vendi percebos
Já me doêm os dedos
De tanto depenar galinhas
Fiz recados ás vizinhas
Já trabalhei com tractor
Já fui construtor
Já fiz tanto serviço
E com tanto sacrefício
Ninguém me deu valor.
Muita calçada assentei
Bati calçada com o maço
Eu já fiz de palhaço
Em circo já trabalhei
Animais demostiquei
Com a ajuda do meu cajado
Eu até já guardei gado
Nos campos do alentejo
E agora é que eu vejo
Que já me sinto cansado.
JSGuerreiro
Sempre fui trabalhador
Em tudo tenho trabalhado
Ninguém me deu valor
Já me sinto cansado.
Comecei na construção
Comecei como servente
Senti-me mais contente
Ao pegar no matacão
Era uma boa profissão
Quando quiz ser escultor
Também quiz ser Doutor
Para salvar a humanidade
Digo isto sem vaidade
Sempre fui trabalhador.
Já fui sapateiro
Trabalhei numa sapataria
Trabalhei noite e dia
Por isso fui padeiro
Também fui pedreiro
Tejolos tenho assentado
Engraxei muito calçado
Com tinta da mesma côr
E eu Já fui estucador
Em tudo tenho trabalhado.
Eu já vendi sardinhas
Já vendi percebos
Já me doêm os dedos
De tanto depenar galinhas
Fiz recados ás vizinhas
Já trabalhei com tractor
Já fui construtor
Já fiz tanto serviço
E com tanto sacrefício
Ninguém me deu valor.
Muita calçada assentei
Bati calçada com o maço
Eu já fiz de palhaço
Em circo já trabalhei
Animais demostiquei
Com a ajuda do meu cajado
Eu até já guardei gado
Nos campos do alentejo
E agora é que eu vejo
Que já me sinto cansado.
JSGuerreiro
quinta-feira, 3 de junho de 2010
Tudo por causa da bebida
Tudo por causa da bebida
Tudo por causa da bebida
Tudo por causa da bebida
Quando eu era rapaz
Andava sempre contente
Brincava com toda a gente
E de tudo era capaz
Não deixava nada para traz
Eu tinha uma grande vida
Namorei uma rapariga
E com ela fiz apostas
Depois virei-lhe as costas
Tudo por causa da bebida.
Eu era homem honrado
Era pessoa de respeito
Hoje não tenho jeito
Ando sempre embriagado
Eu vou a qualquer lado
Ninguém me dá guarida
Eu arranjo sempre briga
Com qualquer pessoa
Minha vida não está boa
Tudo por causa da bebida.
A filha me abandonou
A mulher foi a primeira
Por causa da bebedeira
É por isso que assim estou
A bebida comigo acabou
A garrafa é minha amiga
Eu canto-lhe uma cantiga.
Agora vamos beber
Eu ando a sofrer
Tudo por causa da bebida.
Ando sempre borracho
Levo uma vida indecente
Por causa da aguardente
É por isso que me vou abaixo
Ando bêbedo que nem um cacho
Só tenho vinho na barriga
Tenho uma dôr tão sentida
desta vida desgraçada
Eu já não valho nada
Tudo por causa da bebida..
JSGuerreiro
Tudo por causa da bebida
Tudo por causa da bebida
Quando eu era rapaz
Andava sempre contente
Brincava com toda a gente
E de tudo era capaz
Não deixava nada para traz
Eu tinha uma grande vida
Namorei uma rapariga
E com ela fiz apostas
Depois virei-lhe as costas
Tudo por causa da bebida.
Eu era homem honrado
Era pessoa de respeito
Hoje não tenho jeito
Ando sempre embriagado
Eu vou a qualquer lado
Ninguém me dá guarida
Eu arranjo sempre briga
Com qualquer pessoa
Minha vida não está boa
Tudo por causa da bebida.
A filha me abandonou
A mulher foi a primeira
Por causa da bebedeira
É por isso que assim estou
A bebida comigo acabou
A garrafa é minha amiga
Eu canto-lhe uma cantiga.
Agora vamos beber
Eu ando a sofrer
Tudo por causa da bebida.
Ando sempre borracho
Levo uma vida indecente
Por causa da aguardente
É por isso que me vou abaixo
Ando bêbedo que nem um cacho
Só tenho vinho na barriga
Tenho uma dôr tão sentida
desta vida desgraçada
Eu já não valho nada
Tudo por causa da bebida..
JSGuerreiro
terça-feira, 1 de junho de 2010
A casa da Mariquinhas
A casa da Mariquinhas
É só cangalhada
O této está a cair
A casa foi derrobada.
A porta sem fechadura
A janela sem vidraça
Aquilo era uma desgraça
Com tanta sucata á mistura
Uma foto sem moldura
O soalho sem tabuinhas
O chão é de pedrinhas
Havia um velho tapete
Para ela era um palacete
A casa da mariquinhas.
Com cacos por todo o lado
Moveis sem prateleiras
Havia duas cadeiras
E um banco descolado
Janela sem cortinado
Tudo não valia nada
Havia uma almofada
Uma panela e tres pratos
Pendurados tres farrapos
Era só cangalhada.
Casa de banho sem sanita
Também não tinha bidé
Faltava um rodapé
O toalheiro era uma ripa
Quando se vio aflita
Á câmara chegou a ir
Fartou-se de andar a pedir
A quem lhe desse a mão
Já não tem solução
O teto está a cair.
O quarto era pequeno
A cama era no chão
Havia um velho colchão
Cheio de palha e feno
Não dormia no sereno
Sentia-se aconchegada
Já estava conformada
Que a casa ia demolir
J'a não tem onde dormir
A casa foi derrobada.
JSGuerreiro
É só cangalhada
O této está a cair
A casa foi derrobada.
A porta sem fechadura
A janela sem vidraça
Aquilo era uma desgraça
Com tanta sucata á mistura
Uma foto sem moldura
O soalho sem tabuinhas
O chão é de pedrinhas
Havia um velho tapete
Para ela era um palacete
A casa da mariquinhas.
Com cacos por todo o lado
Moveis sem prateleiras
Havia duas cadeiras
E um banco descolado
Janela sem cortinado
Tudo não valia nada
Havia uma almofada
Uma panela e tres pratos
Pendurados tres farrapos
Era só cangalhada.
Casa de banho sem sanita
Também não tinha bidé
Faltava um rodapé
O toalheiro era uma ripa
Quando se vio aflita
Á câmara chegou a ir
Fartou-se de andar a pedir
A quem lhe desse a mão
Já não tem solução
O teto está a cair.
O quarto era pequeno
A cama era no chão
Havia um velho colchão
Cheio de palha e feno
Não dormia no sereno
Sentia-se aconchegada
Já estava conformada
Que a casa ia demolir
J'a não tem onde dormir
A casa foi derrobada.
JSGuerreiro
domingo, 30 de maio de 2010
O imigrante
Vou deixar a minha terra
Jamais subirei á serra
Vou para fora trabalhar,
Abadono o meu cônjuge
Mesmo que vá para longe
De ti me vou lembrar.
Despedida palavra errante
É a voz dum imigrante
Á procura de nova vida,
Desculpa os meus pecados
Do quais tens, os teus cuidados
Ó minha mãezinha querida.
Vou deixar mulher e filhos
Vou deixar os teus cadilhos
Que eu tanto afaguei,
Desejo-te felicidades
Eu levo as saudades
Da mulher que eu mais amei.
De lá vou-te escrever
Só assim a mãe pode saber
Que eu em ti tenho brilho,
Não me esqueço da promessa
Mas tu é que tens pressa
Do regresso do teu filho.
Por favor eu te peço
Espera por o meu regresso
Não estejas a chorar,
A vida é como o vento
Depressa passa o tempo
Depressa hei-de voltar.
JSGuerreiro
Jamais subirei á serra
Vou para fora trabalhar,
Abadono o meu cônjuge
Mesmo que vá para longe
De ti me vou lembrar.
Despedida palavra errante
É a voz dum imigrante
Á procura de nova vida,
Desculpa os meus pecados
Do quais tens, os teus cuidados
Ó minha mãezinha querida.
Vou deixar mulher e filhos
Vou deixar os teus cadilhos
Que eu tanto afaguei,
Desejo-te felicidades
Eu levo as saudades
Da mulher que eu mais amei.
De lá vou-te escrever
Só assim a mãe pode saber
Que eu em ti tenho brilho,
Não me esqueço da promessa
Mas tu é que tens pressa
Do regresso do teu filho.
Por favor eu te peço
Espera por o meu regresso
Não estejas a chorar,
A vida é como o vento
Depressa passa o tempo
Depressa hei-de voltar.
JSGuerreiro
sexta-feira, 28 de maio de 2010
O que eu sinto
Sinto o calor do teu corpo
Sinto a doçura do teu olhar
Sinto o doce dos teus labios
Quando me estás a beijar.
Sinto quando te chegas a mim
Sinto quando me apertas a mão
Sinto que o amor não tem fim
Quando vem do coração.
Também sinto aquela dor
Que está dentro do meu peito
Quando a dor é amor
E é sincero e prefeito.
Sinto quando estás ausente
Sinto quando te aproximas
Sinto quando estás presente
Nas palavras destas rimas.
Sinto quando te vejo
Sinto quando não estás
Sinto quando te desejo
É tudo oque o amor nos traz.
Sinto quando estás triste
Sinto quando tens alegria
É porque o amor existe
Amor e nostalgia
E sem amor não há poesia.
JSGuerreiro
Sinto a doçura do teu olhar
Sinto o doce dos teus labios
Quando me estás a beijar.
Sinto quando te chegas a mim
Sinto quando me apertas a mão
Sinto que o amor não tem fim
Quando vem do coração.
Também sinto aquela dor
Que está dentro do meu peito
Quando a dor é amor
E é sincero e prefeito.
Sinto quando estás ausente
Sinto quando te aproximas
Sinto quando estás presente
Nas palavras destas rimas.
Sinto quando te vejo
Sinto quando não estás
Sinto quando te desejo
É tudo oque o amor nos traz.
Sinto quando estás triste
Sinto quando tens alegria
É porque o amor existe
Amor e nostalgia
E sem amor não há poesia.
JSGuerreiro
quinta-feira, 27 de maio de 2010
Ser velho
É triste vivermos sózinhos
Num canto abadonados
Quando precisamos de carinhos
É quando somos desprezados.
Até os próprios filhos
Nos tiram das suas listas
Só neles têem brilho
Não passam duns iguistas.
Fazem de nós um farrapo
Um objecto sem valor
É como seja um velho caco
Dum vaso sem flor.
Não nos têem nenhum amor
Não querem ter cuidados
Não nos dão nenhum valor
Metem-nos num lar, ficam descansados
Ali somos depositados
Não se sabe quanto tempo
Até pagarmos os pecados
E acabar com o sofrimento.
« Pensamento»
Não pensamos em alturas
Porque maiór é a queda
Talvez estas criaturas
Paguem da mesma moeda.
JSGuerreiro
Num canto abadonados
Quando precisamos de carinhos
É quando somos desprezados.
Até os próprios filhos
Nos tiram das suas listas
Só neles têem brilho
Não passam duns iguistas.
Fazem de nós um farrapo
Um objecto sem valor
É como seja um velho caco
Dum vaso sem flor.
Não nos têem nenhum amor
Não querem ter cuidados
Não nos dão nenhum valor
Metem-nos num lar, ficam descansados
Ali somos depositados
Não se sabe quanto tempo
Até pagarmos os pecados
E acabar com o sofrimento.
« Pensamento»
Não pensamos em alturas
Porque maiór é a queda
Talvez estas criaturas
Paguem da mesma moeda.
JSGuerreiro
terça-feira, 25 de maio de 2010
O tabaco
O tabaco foi inventado
Por um velho agricultor
Começou com barbas de milho
Assim se fez fumador.
Ainda não havia papel
Para embrulhar o cigarro
Ele puxou pela cabeça
Fez um cachinbo de barro.
Acendeu com um fuzil
Aquilo era só fumaça
Dizia que era baril
Ali começa a desgraça
O tabaco é uma droga
Faz mal a um qualquer
O homem deixa de fumar
Começa a fumar a mulher.
Pedi a Deus para os desviar
Mas no vício não há crença
Com tanta gente a fumar
Cada vez há mais doença.
Queimam o dinheiro e os bronquios
Começa as aflições
Com o fumo ficamos tontos
Sem ar nos pulmões.
Agora com a democracia
Vamos ser todos iguais
Os homens fumam em demasia
Mas as mulheres fumam mais.
JSGuerreiro
Por um velho agricultor
Começou com barbas de milho
Assim se fez fumador.
Ainda não havia papel
Para embrulhar o cigarro
Ele puxou pela cabeça
Fez um cachinbo de barro.
Acendeu com um fuzil
Aquilo era só fumaça
Dizia que era baril
Ali começa a desgraça
O tabaco é uma droga
Faz mal a um qualquer
O homem deixa de fumar
Começa a fumar a mulher.
Pedi a Deus para os desviar
Mas no vício não há crença
Com tanta gente a fumar
Cada vez há mais doença.
Queimam o dinheiro e os bronquios
Começa as aflições
Com o fumo ficamos tontos
Sem ar nos pulmões.
Agora com a democracia
Vamos ser todos iguais
Os homens fumam em demasia
Mas as mulheres fumam mais.
JSGuerreiro
segunda-feira, 24 de maio de 2010
Queres ouvir cantar o fado
Queres ouvir cantar o fado
Não procures por aí á toa
Procura em todo o lado
Uma casa onde houver fado
Dentro da nossa Lisboa.
Na encosta do castelo
Onde o fado é uma escola
Canta-se o fado cantado
Ouve-se o fado falado
Á guitarra e á viola.
Passas ao bairro de alfama
Onde o fado é timbrado
Em qualquer rua sigela
Ou numa siples vela
Lá também se canta o fado.
Há fado na mouraria
No Carmo e na trindade
Para ouvir cantar o fado
Ouvir o fado falado
Dentro da nossa cidade.
Se fores ao bairro alto
Leva-me também contigo
Para ouvir o fado cantado
Ouvir o fado falado
Ou ouvir o fado antigo.
A noitada terminou
Pssamos á madragoa
Ouvimos o fado cantado
Seja cantado ou falado
O fado é de Lisboa.
JSGuerreiro
Não procures por aí á toa
Procura em todo o lado
Uma casa onde houver fado
Dentro da nossa Lisboa.
Na encosta do castelo
Onde o fado é uma escola
Canta-se o fado cantado
Ouve-se o fado falado
Á guitarra e á viola.
Passas ao bairro de alfama
Onde o fado é timbrado
Em qualquer rua sigela
Ou numa siples vela
Lá também se canta o fado.
Há fado na mouraria
No Carmo e na trindade
Para ouvir cantar o fado
Ouvir o fado falado
Dentro da nossa cidade.
Se fores ao bairro alto
Leva-me também contigo
Para ouvir o fado cantado
Ouvir o fado falado
Ou ouvir o fado antigo.
A noitada terminou
Pssamos á madragoa
Ouvimos o fado cantado
Seja cantado ou falado
O fado é de Lisboa.
JSGuerreiro
Os poetas
De poetas de carreira
Muita gente tem falado
Escrevem tanta canção
Foram amantes do fado
Não escreviam versos á toa
Zeca Afonso Garrete e Camões
Escreviam, lindas canções
Como,Henriqueta Lisboa
Como Fernando Pessoa
E José Gomes Ferreira
Afonso Lopes Vieira
Versos que até encanta
E como Flor Bela Espanca
Poetas de grande carreira
Se eu fosse Mário Feitosa
Ou António Aleixo
Ou Maria Alzira Seixo
Ou como Abrunhosa
Ser como Guimarães Rosa
Ou como Adelaide Prado
Estaria sempre a seu lado
De Camilo Castelo Branco
Ser poeta é um encanto
Muita gente tem falado
Destes já me esquecia
De Fernando Guerreiro
Ou Mario Sá Carneiro
E de Daniel Faria
Todos fazem poesia
Como António Gedião
Ou Ana Marques Gastão
Ou Manuel Alegre
Quem é que não consegue
Escrever tanta canção
Poetas não são fantasias
Cesário Verde é dos meus
E também João de Deus
Mário Henrique Elias
Também Gonçalves Dias
Poetas que tenho encontrado
Também Cilca Machado
E o poeta Amadeu Baptista
Se algum destes foi fadista
Foram amantes do fado
JSGuerreiro
Muita gente tem falado
Escrevem tanta canção
Foram amantes do fado
Não escreviam versos á toa
Zeca Afonso Garrete e Camões
Escreviam, lindas canções
Como,Henriqueta Lisboa
Como Fernando Pessoa
E José Gomes Ferreira
Afonso Lopes Vieira
Versos que até encanta
E como Flor Bela Espanca
Poetas de grande carreira
Se eu fosse Mário Feitosa
Ou António Aleixo
Ou Maria Alzira Seixo
Ou como Abrunhosa
Ser como Guimarães Rosa
Ou como Adelaide Prado
Estaria sempre a seu lado
De Camilo Castelo Branco
Ser poeta é um encanto
Muita gente tem falado
Destes já me esquecia
De Fernando Guerreiro
Ou Mario Sá Carneiro
E de Daniel Faria
Todos fazem poesia
Como António Gedião
Ou Ana Marques Gastão
Ou Manuel Alegre
Quem é que não consegue
Escrever tanta canção
Poetas não são fantasias
Cesário Verde é dos meus
E também João de Deus
Mário Henrique Elias
Também Gonçalves Dias
Poetas que tenho encontrado
Também Cilca Machado
E o poeta Amadeu Baptista
Se algum destes foi fadista
Foram amantes do fado
JSGuerreiro
domingo, 23 de maio de 2010
O piquenique
Fui um dia a um piquenique
Lá para os lados de monchique
Na serra do algarve
Havia comida com fartura
E uma certa criatura
Comia mais de que um alarve
Depois de ter almoçado
Comeu um frango assado
E um prato de caldeirada
Também comeu um empadão
E meio quilo de leitão
E lá foi uma litrada.
Comeu duas chouriças
Uma lata de salsichas
E vinte um carapau
Comeu seis ovos estrelados
E um polvo aos bocados
Ainda ficou a meio pau
Comeu um quilo de sardinhas
Assadas duas tainhas
A comer estáva louco
Também comeu uma sentola
De certo não está bom da bola
Porqueainda achou pouco.
Comeu que nem uma besta
Ia acabando com a festa
Ficou tudo admirado
Ainda ninguém tinha visto
Mandou vir mais um petisco
E lá foi um frango assado
Dei-lhe fruta descascada
E fiz-lhe uma salada
Misturei-lhe um pimento
Ele aí chamou os pais
Disse que não queria mais
Que ainda ia para um casamento.
JSGuerreiro
Fui um dia a um piquenique
Lá para os lados de monchique
Na serra do algarve
Havia comida com fartura
E uma certa criatura
Comia mais de que um alarve
Depois de ter almoçado
Comeu um frango assado
E um prato de caldeirada
Também comeu um empadão
E meio quilo de leitão
E lá foi uma litrada.
Comeu duas chouriças
Uma lata de salsichas
E vinte um carapau
Comeu seis ovos estrelados
E um polvo aos bocados
Ainda ficou a meio pau
Comeu um quilo de sardinhas
Assadas duas tainhas
A comer estáva louco
Também comeu uma sentola
De certo não está bom da bola
Porqueainda achou pouco.
Comeu que nem uma besta
Ia acabando com a festa
Ficou tudo admirado
Ainda ninguém tinha visto
Mandou vir mais um petisco
E lá foi um frango assado
Dei-lhe fruta descascada
E fiz-lhe uma salada
Misturei-lhe um pimento
Ele aí chamou os pais
Disse que não queria mais
Que ainda ia para um casamento.
JSGuerreiro
ser poeta
Dizem que sou poeta
Faço versos a toda a gente
Quando faço uma rima
Fico todo contente
Para fazer um poema
É preciso versar
Não pode comparar
Televisão com cinema
Nem escrita com problema
Nem jarro com caneca
Nem cabludo com careca
Tem que dar sempre versão
Porque fiz esta canção
Dizem que sou poeta.
Quando alguem vai a passar
Eu lhe digo uma cantiga
Seja rapaz ou rapariga
É preciso é começar
Eu começo logo a enquadrar
Do passado e do presente
Faço um verso de repente
Mesmo que esteja a dormir
Para que possam ouvir
faço versos a todo a gente.
Não sou como Bocage
Nem como o poeta camões
Mas faço umas canções
E ainda quero fazer mais
Eu hei-de vir nos jornais
Meu nome e minha sena
Eu hei-de passar por cima
Nem que seja de um banco
Mas eu até encanto
Quando faço uma rima.
Quando começo uma poesia
Todos se põem em sentido
Abrem bem o ouvido
Com uma grande alegria
Fazem todos companhia
Seja vizinho ou parente
E quem já foi para seempre
Rezamos por suas almas
E se baterem palmas
Eu fico todo contente
JSGuerreiro
Faço versos a toda a gente
Quando faço uma rima
Fico todo contente
Para fazer um poema
É preciso versar
Não pode comparar
Televisão com cinema
Nem escrita com problema
Nem jarro com caneca
Nem cabludo com careca
Tem que dar sempre versão
Porque fiz esta canção
Dizem que sou poeta.
Quando alguem vai a passar
Eu lhe digo uma cantiga
Seja rapaz ou rapariga
É preciso é começar
Eu começo logo a enquadrar
Do passado e do presente
Faço um verso de repente
Mesmo que esteja a dormir
Para que possam ouvir
faço versos a todo a gente.
Não sou como Bocage
Nem como o poeta camões
Mas faço umas canções
E ainda quero fazer mais
Eu hei-de vir nos jornais
Meu nome e minha sena
Eu hei-de passar por cima
Nem que seja de um banco
Mas eu até encanto
Quando faço uma rima.
Quando começo uma poesia
Todos se põem em sentido
Abrem bem o ouvido
Com uma grande alegria
Fazem todos companhia
Seja vizinho ou parente
E quem já foi para seempre
Rezamos por suas almas
E se baterem palmas
Eu fico todo contente
JSGuerreiro
Apanhar cocos
Fui um dia apanhar côcos
Ao coqueiro da minha prima
Para os poder apanhar
Tive que subir lá a cima
Apanhei um côco jeitoso
Que me vái saber a pouco
Eu disse á minha prima
Deixa-me partir o côco
Minha prima me respondeu
Ó primo tu estás louco
Eu parto de vagarinho
Deixa-me partir o côco
Deixa-me partir o côco
Se é que ainda está inteiro
Minha prima me respondeu
Já não és tu o primeiro
Já que o côco está partido
Deixa-me também comer
Minha prima me respondeu
É para bôlos que sei fazer
Bôlos que sei fazer
E também sei cozinhar
Mas se queres partir o côco
Vamos então esperementar
JSGuerreiro
quinta-feira, 20 de maio de 2010
O ceguinho
Olho para o espelho e não me vejo
Não sinto amor não sinto desejo
Não sei quem sou nem de onde venho
Nem para onde vou.
Não vejo os gestos dos meus braços
Não vejo as marcas dos meus passos
Não vejo a luz da lua
Não vejo o barco que flutua
Não vejo a sombra das árvores
Essa sombra tranparente
minha visão está ausente
Sinto eata dor no coração
Agarrei-me á oração
E a tudo que é crença
Pedi ao médico e á ciencia
E também pedi a deus
Pedi a amigos meus
que me desse um conselho
E agora já vejo
Quando olho para o espelho
Não sinto amor não sinto desejo
Não sei quem sou nem de onde venho
Nem para onde vou.
Não vejo os gestos dos meus braços
Não vejo as marcas dos meus passos
Não vejo a luz da lua
Não vejo o barco que flutua
Não vejo a sombra das árvores
Essa sombra tranparente
minha visão está ausente
Sinto eata dor no coração
Agarrei-me á oração
E a tudo que é crença
Pedi ao médico e á ciencia
E também pedi a deus
Pedi a amigos meus
que me desse um conselho
E agora já vejo
Quando olho para o espelho
quarta-feira, 19 de maio de 2010
poema da árvore
Fui um dia descansar
No banco do jardim
Onde exestiu uma árvore
E para ela eu disse assim
Ó árvore que me refrescavas
Da tua sombra tão boa
Cortei-te em vários bocados
Para fazer uma canoa
Deite tanto sofrimento
Sem noção do que fazia
Cortei-te ao comprimento
Para a trave da moradia
Uma pernada te cortei
Parecia não valer nada
Mas ainda te aproveitei
Para o cabo da minha enxada
Enxada com que eu cavei
A terra da minha horta
Ainda te aproveitei
Para o vão da minha porta
De ti fiz uma picota
Cortei-te com o meu machado
Da pernada que não era torta
Fiz a ripa do telhado
Tanto que sofreste
Fiz de ti um inferno
E tu tanto me aqueceste
Nas noites frias de inverno
Digo-te adeus a ti
Adeus sem regresso
E deste banco aqui
Também me despeço
Acabei a minha obra
Jamais te ponho a mão
Com a madeira de sobra
Fiz as tábuas do meu caixão
JSGuerreiro
No banco do jardim
Onde exestiu uma árvore
E para ela eu disse assim
Ó árvore que me refrescavas
Da tua sombra tão boa
Cortei-te em vários bocados
Para fazer uma canoa
Deite tanto sofrimento
Sem noção do que fazia
Cortei-te ao comprimento
Para a trave da moradia
Uma pernada te cortei
Parecia não valer nada
Mas ainda te aproveitei
Para o cabo da minha enxada
Enxada com que eu cavei
A terra da minha horta
Ainda te aproveitei
Para o vão da minha porta
De ti fiz uma picota
Cortei-te com o meu machado
Da pernada que não era torta
Fiz a ripa do telhado
Tanto que sofreste
Fiz de ti um inferno
E tu tanto me aqueceste
Nas noites frias de inverno
Digo-te adeus a ti
Adeus sem regresso
E deste banco aqui
Também me despeço
Acabei a minha obra
Jamais te ponho a mão
Com a madeira de sobra
Fiz as tábuas do meu caixão
JSGuerreiro
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