Vou deixar a minha terra
Jamais subirei á serra
Vou para fora trabalhar,
Abadono o meu cônjuge
Mesmo que vá para longe
De ti me vou lembrar.
Despedida palavra errante
É a voz dum imigrante
Á procura de nova vida,
Desculpa os meus pecados
Do quais tens, os teus cuidados
Ó minha mãezinha querida.
Vou deixar mulher e filhos
Vou deixar os teus cadilhos
Que eu tanto afaguei,
Desejo-te felicidades
Eu levo as saudades
Da mulher que eu mais amei.
De lá vou-te escrever
Só assim a mãe pode saber
Que eu em ti tenho brilho,
Não me esqueço da promessa
Mas tu é que tens pressa
Do regresso do teu filho.
Por favor eu te peço
Espera por o meu regresso
Não estejas a chorar,
A vida é como o vento
Depressa passa o tempo
Depressa hei-de voltar.
JSGuerreiro
domingo, 30 de maio de 2010
sexta-feira, 28 de maio de 2010
O que eu sinto
Sinto o calor do teu corpo
Sinto a doçura do teu olhar
Sinto o doce dos teus labios
Quando me estás a beijar.
Sinto quando te chegas a mim
Sinto quando me apertas a mão
Sinto que o amor não tem fim
Quando vem do coração.
Também sinto aquela dor
Que está dentro do meu peito
Quando a dor é amor
E é sincero e prefeito.
Sinto quando estás ausente
Sinto quando te aproximas
Sinto quando estás presente
Nas palavras destas rimas.
Sinto quando te vejo
Sinto quando não estás
Sinto quando te desejo
É tudo oque o amor nos traz.
Sinto quando estás triste
Sinto quando tens alegria
É porque o amor existe
Amor e nostalgia
E sem amor não há poesia.
JSGuerreiro
Sinto a doçura do teu olhar
Sinto o doce dos teus labios
Quando me estás a beijar.
Sinto quando te chegas a mim
Sinto quando me apertas a mão
Sinto que o amor não tem fim
Quando vem do coração.
Também sinto aquela dor
Que está dentro do meu peito
Quando a dor é amor
E é sincero e prefeito.
Sinto quando estás ausente
Sinto quando te aproximas
Sinto quando estás presente
Nas palavras destas rimas.
Sinto quando te vejo
Sinto quando não estás
Sinto quando te desejo
É tudo oque o amor nos traz.
Sinto quando estás triste
Sinto quando tens alegria
É porque o amor existe
Amor e nostalgia
E sem amor não há poesia.
JSGuerreiro
quinta-feira, 27 de maio de 2010
Ser velho
É triste vivermos sózinhos
Num canto abadonados
Quando precisamos de carinhos
É quando somos desprezados.
Até os próprios filhos
Nos tiram das suas listas
Só neles têem brilho
Não passam duns iguistas.
Fazem de nós um farrapo
Um objecto sem valor
É como seja um velho caco
Dum vaso sem flor.
Não nos têem nenhum amor
Não querem ter cuidados
Não nos dão nenhum valor
Metem-nos num lar, ficam descansados
Ali somos depositados
Não se sabe quanto tempo
Até pagarmos os pecados
E acabar com o sofrimento.
« Pensamento»
Não pensamos em alturas
Porque maiór é a queda
Talvez estas criaturas
Paguem da mesma moeda.
JSGuerreiro
Num canto abadonados
Quando precisamos de carinhos
É quando somos desprezados.
Até os próprios filhos
Nos tiram das suas listas
Só neles têem brilho
Não passam duns iguistas.
Fazem de nós um farrapo
Um objecto sem valor
É como seja um velho caco
Dum vaso sem flor.
Não nos têem nenhum amor
Não querem ter cuidados
Não nos dão nenhum valor
Metem-nos num lar, ficam descansados
Ali somos depositados
Não se sabe quanto tempo
Até pagarmos os pecados
E acabar com o sofrimento.
« Pensamento»
Não pensamos em alturas
Porque maiór é a queda
Talvez estas criaturas
Paguem da mesma moeda.
JSGuerreiro
terça-feira, 25 de maio de 2010
O tabaco
O tabaco foi inventado
Por um velho agricultor
Começou com barbas de milho
Assim se fez fumador.
Ainda não havia papel
Para embrulhar o cigarro
Ele puxou pela cabeça
Fez um cachinbo de barro.
Acendeu com um fuzil
Aquilo era só fumaça
Dizia que era baril
Ali começa a desgraça
O tabaco é uma droga
Faz mal a um qualquer
O homem deixa de fumar
Começa a fumar a mulher.
Pedi a Deus para os desviar
Mas no vício não há crença
Com tanta gente a fumar
Cada vez há mais doença.
Queimam o dinheiro e os bronquios
Começa as aflições
Com o fumo ficamos tontos
Sem ar nos pulmões.
Agora com a democracia
Vamos ser todos iguais
Os homens fumam em demasia
Mas as mulheres fumam mais.
JSGuerreiro
Por um velho agricultor
Começou com barbas de milho
Assim se fez fumador.
Ainda não havia papel
Para embrulhar o cigarro
Ele puxou pela cabeça
Fez um cachinbo de barro.
Acendeu com um fuzil
Aquilo era só fumaça
Dizia que era baril
Ali começa a desgraça
O tabaco é uma droga
Faz mal a um qualquer
O homem deixa de fumar
Começa a fumar a mulher.
Pedi a Deus para os desviar
Mas no vício não há crença
Com tanta gente a fumar
Cada vez há mais doença.
Queimam o dinheiro e os bronquios
Começa as aflições
Com o fumo ficamos tontos
Sem ar nos pulmões.
Agora com a democracia
Vamos ser todos iguais
Os homens fumam em demasia
Mas as mulheres fumam mais.
JSGuerreiro
segunda-feira, 24 de maio de 2010
Queres ouvir cantar o fado
Queres ouvir cantar o fado
Não procures por aí á toa
Procura em todo o lado
Uma casa onde houver fado
Dentro da nossa Lisboa.
Na encosta do castelo
Onde o fado é uma escola
Canta-se o fado cantado
Ouve-se o fado falado
Á guitarra e á viola.
Passas ao bairro de alfama
Onde o fado é timbrado
Em qualquer rua sigela
Ou numa siples vela
Lá também se canta o fado.
Há fado na mouraria
No Carmo e na trindade
Para ouvir cantar o fado
Ouvir o fado falado
Dentro da nossa cidade.
Se fores ao bairro alto
Leva-me também contigo
Para ouvir o fado cantado
Ouvir o fado falado
Ou ouvir o fado antigo.
A noitada terminou
Pssamos á madragoa
Ouvimos o fado cantado
Seja cantado ou falado
O fado é de Lisboa.
JSGuerreiro
Não procures por aí á toa
Procura em todo o lado
Uma casa onde houver fado
Dentro da nossa Lisboa.
Na encosta do castelo
Onde o fado é uma escola
Canta-se o fado cantado
Ouve-se o fado falado
Á guitarra e á viola.
Passas ao bairro de alfama
Onde o fado é timbrado
Em qualquer rua sigela
Ou numa siples vela
Lá também se canta o fado.
Há fado na mouraria
No Carmo e na trindade
Para ouvir cantar o fado
Ouvir o fado falado
Dentro da nossa cidade.
Se fores ao bairro alto
Leva-me também contigo
Para ouvir o fado cantado
Ouvir o fado falado
Ou ouvir o fado antigo.
A noitada terminou
Pssamos á madragoa
Ouvimos o fado cantado
Seja cantado ou falado
O fado é de Lisboa.
JSGuerreiro
Os poetas
De poetas de carreira
Muita gente tem falado
Escrevem tanta canção
Foram amantes do fado
Não escreviam versos á toa
Zeca Afonso Garrete e Camões
Escreviam, lindas canções
Como,Henriqueta Lisboa
Como Fernando Pessoa
E José Gomes Ferreira
Afonso Lopes Vieira
Versos que até encanta
E como Flor Bela Espanca
Poetas de grande carreira
Se eu fosse Mário Feitosa
Ou António Aleixo
Ou Maria Alzira Seixo
Ou como Abrunhosa
Ser como Guimarães Rosa
Ou como Adelaide Prado
Estaria sempre a seu lado
De Camilo Castelo Branco
Ser poeta é um encanto
Muita gente tem falado
Destes já me esquecia
De Fernando Guerreiro
Ou Mario Sá Carneiro
E de Daniel Faria
Todos fazem poesia
Como António Gedião
Ou Ana Marques Gastão
Ou Manuel Alegre
Quem é que não consegue
Escrever tanta canção
Poetas não são fantasias
Cesário Verde é dos meus
E também João de Deus
Mário Henrique Elias
Também Gonçalves Dias
Poetas que tenho encontrado
Também Cilca Machado
E o poeta Amadeu Baptista
Se algum destes foi fadista
Foram amantes do fado
JSGuerreiro
Muita gente tem falado
Escrevem tanta canção
Foram amantes do fado
Não escreviam versos á toa
Zeca Afonso Garrete e Camões
Escreviam, lindas canções
Como,Henriqueta Lisboa
Como Fernando Pessoa
E José Gomes Ferreira
Afonso Lopes Vieira
Versos que até encanta
E como Flor Bela Espanca
Poetas de grande carreira
Se eu fosse Mário Feitosa
Ou António Aleixo
Ou Maria Alzira Seixo
Ou como Abrunhosa
Ser como Guimarães Rosa
Ou como Adelaide Prado
Estaria sempre a seu lado
De Camilo Castelo Branco
Ser poeta é um encanto
Muita gente tem falado
Destes já me esquecia
De Fernando Guerreiro
Ou Mario Sá Carneiro
E de Daniel Faria
Todos fazem poesia
Como António Gedião
Ou Ana Marques Gastão
Ou Manuel Alegre
Quem é que não consegue
Escrever tanta canção
Poetas não são fantasias
Cesário Verde é dos meus
E também João de Deus
Mário Henrique Elias
Também Gonçalves Dias
Poetas que tenho encontrado
Também Cilca Machado
E o poeta Amadeu Baptista
Se algum destes foi fadista
Foram amantes do fado
JSGuerreiro
domingo, 23 de maio de 2010
O piquenique
Fui um dia a um piquenique
Lá para os lados de monchique
Na serra do algarve
Havia comida com fartura
E uma certa criatura
Comia mais de que um alarve
Depois de ter almoçado
Comeu um frango assado
E um prato de caldeirada
Também comeu um empadão
E meio quilo de leitão
E lá foi uma litrada.
Comeu duas chouriças
Uma lata de salsichas
E vinte um carapau
Comeu seis ovos estrelados
E um polvo aos bocados
Ainda ficou a meio pau
Comeu um quilo de sardinhas
Assadas duas tainhas
A comer estáva louco
Também comeu uma sentola
De certo não está bom da bola
Porqueainda achou pouco.
Comeu que nem uma besta
Ia acabando com a festa
Ficou tudo admirado
Ainda ninguém tinha visto
Mandou vir mais um petisco
E lá foi um frango assado
Dei-lhe fruta descascada
E fiz-lhe uma salada
Misturei-lhe um pimento
Ele aí chamou os pais
Disse que não queria mais
Que ainda ia para um casamento.
JSGuerreiro
Fui um dia a um piquenique
Lá para os lados de monchique
Na serra do algarve
Havia comida com fartura
E uma certa criatura
Comia mais de que um alarve
Depois de ter almoçado
Comeu um frango assado
E um prato de caldeirada
Também comeu um empadão
E meio quilo de leitão
E lá foi uma litrada.
Comeu duas chouriças
Uma lata de salsichas
E vinte um carapau
Comeu seis ovos estrelados
E um polvo aos bocados
Ainda ficou a meio pau
Comeu um quilo de sardinhas
Assadas duas tainhas
A comer estáva louco
Também comeu uma sentola
De certo não está bom da bola
Porqueainda achou pouco.
Comeu que nem uma besta
Ia acabando com a festa
Ficou tudo admirado
Ainda ninguém tinha visto
Mandou vir mais um petisco
E lá foi um frango assado
Dei-lhe fruta descascada
E fiz-lhe uma salada
Misturei-lhe um pimento
Ele aí chamou os pais
Disse que não queria mais
Que ainda ia para um casamento.
JSGuerreiro
ser poeta
Dizem que sou poeta
Faço versos a toda a gente
Quando faço uma rima
Fico todo contente
Para fazer um poema
É preciso versar
Não pode comparar
Televisão com cinema
Nem escrita com problema
Nem jarro com caneca
Nem cabludo com careca
Tem que dar sempre versão
Porque fiz esta canção
Dizem que sou poeta.
Quando alguem vai a passar
Eu lhe digo uma cantiga
Seja rapaz ou rapariga
É preciso é começar
Eu começo logo a enquadrar
Do passado e do presente
Faço um verso de repente
Mesmo que esteja a dormir
Para que possam ouvir
faço versos a todo a gente.
Não sou como Bocage
Nem como o poeta camões
Mas faço umas canções
E ainda quero fazer mais
Eu hei-de vir nos jornais
Meu nome e minha sena
Eu hei-de passar por cima
Nem que seja de um banco
Mas eu até encanto
Quando faço uma rima.
Quando começo uma poesia
Todos se põem em sentido
Abrem bem o ouvido
Com uma grande alegria
Fazem todos companhia
Seja vizinho ou parente
E quem já foi para seempre
Rezamos por suas almas
E se baterem palmas
Eu fico todo contente
JSGuerreiro
Faço versos a toda a gente
Quando faço uma rima
Fico todo contente
Para fazer um poema
É preciso versar
Não pode comparar
Televisão com cinema
Nem escrita com problema
Nem jarro com caneca
Nem cabludo com careca
Tem que dar sempre versão
Porque fiz esta canção
Dizem que sou poeta.
Quando alguem vai a passar
Eu lhe digo uma cantiga
Seja rapaz ou rapariga
É preciso é começar
Eu começo logo a enquadrar
Do passado e do presente
Faço um verso de repente
Mesmo que esteja a dormir
Para que possam ouvir
faço versos a todo a gente.
Não sou como Bocage
Nem como o poeta camões
Mas faço umas canções
E ainda quero fazer mais
Eu hei-de vir nos jornais
Meu nome e minha sena
Eu hei-de passar por cima
Nem que seja de um banco
Mas eu até encanto
Quando faço uma rima.
Quando começo uma poesia
Todos se põem em sentido
Abrem bem o ouvido
Com uma grande alegria
Fazem todos companhia
Seja vizinho ou parente
E quem já foi para seempre
Rezamos por suas almas
E se baterem palmas
Eu fico todo contente
JSGuerreiro
Apanhar cocos
Fui um dia apanhar côcos
Ao coqueiro da minha prima
Para os poder apanhar
Tive que subir lá a cima
Apanhei um côco jeitoso
Que me vái saber a pouco
Eu disse á minha prima
Deixa-me partir o côco
Minha prima me respondeu
Ó primo tu estás louco
Eu parto de vagarinho
Deixa-me partir o côco
Deixa-me partir o côco
Se é que ainda está inteiro
Minha prima me respondeu
Já não és tu o primeiro
Já que o côco está partido
Deixa-me também comer
Minha prima me respondeu
É para bôlos que sei fazer
Bôlos que sei fazer
E também sei cozinhar
Mas se queres partir o côco
Vamos então esperementar
JSGuerreiro
quinta-feira, 20 de maio de 2010
O ceguinho
Olho para o espelho e não me vejo
Não sinto amor não sinto desejo
Não sei quem sou nem de onde venho
Nem para onde vou.
Não vejo os gestos dos meus braços
Não vejo as marcas dos meus passos
Não vejo a luz da lua
Não vejo o barco que flutua
Não vejo a sombra das árvores
Essa sombra tranparente
minha visão está ausente
Sinto eata dor no coração
Agarrei-me á oração
E a tudo que é crença
Pedi ao médico e á ciencia
E também pedi a deus
Pedi a amigos meus
que me desse um conselho
E agora já vejo
Quando olho para o espelho
Não sinto amor não sinto desejo
Não sei quem sou nem de onde venho
Nem para onde vou.
Não vejo os gestos dos meus braços
Não vejo as marcas dos meus passos
Não vejo a luz da lua
Não vejo o barco que flutua
Não vejo a sombra das árvores
Essa sombra tranparente
minha visão está ausente
Sinto eata dor no coração
Agarrei-me á oração
E a tudo que é crença
Pedi ao médico e á ciencia
E também pedi a deus
Pedi a amigos meus
que me desse um conselho
E agora já vejo
Quando olho para o espelho
quarta-feira, 19 de maio de 2010
poema da árvore
Fui um dia descansar
No banco do jardim
Onde exestiu uma árvore
E para ela eu disse assim
Ó árvore que me refrescavas
Da tua sombra tão boa
Cortei-te em vários bocados
Para fazer uma canoa
Deite tanto sofrimento
Sem noção do que fazia
Cortei-te ao comprimento
Para a trave da moradia
Uma pernada te cortei
Parecia não valer nada
Mas ainda te aproveitei
Para o cabo da minha enxada
Enxada com que eu cavei
A terra da minha horta
Ainda te aproveitei
Para o vão da minha porta
De ti fiz uma picota
Cortei-te com o meu machado
Da pernada que não era torta
Fiz a ripa do telhado
Tanto que sofreste
Fiz de ti um inferno
E tu tanto me aqueceste
Nas noites frias de inverno
Digo-te adeus a ti
Adeus sem regresso
E deste banco aqui
Também me despeço
Acabei a minha obra
Jamais te ponho a mão
Com a madeira de sobra
Fiz as tábuas do meu caixão
JSGuerreiro
No banco do jardim
Onde exestiu uma árvore
E para ela eu disse assim
Ó árvore que me refrescavas
Da tua sombra tão boa
Cortei-te em vários bocados
Para fazer uma canoa
Deite tanto sofrimento
Sem noção do que fazia
Cortei-te ao comprimento
Para a trave da moradia
Uma pernada te cortei
Parecia não valer nada
Mas ainda te aproveitei
Para o cabo da minha enxada
Enxada com que eu cavei
A terra da minha horta
Ainda te aproveitei
Para o vão da minha porta
De ti fiz uma picota
Cortei-te com o meu machado
Da pernada que não era torta
Fiz a ripa do telhado
Tanto que sofreste
Fiz de ti um inferno
E tu tanto me aqueceste
Nas noites frias de inverno
Digo-te adeus a ti
Adeus sem regresso
E deste banco aqui
Também me despeço
Acabei a minha obra
Jamais te ponho a mão
Com a madeira de sobra
Fiz as tábuas do meu caixão
JSGuerreiro
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