Sou um pobre vagabundo
Vivo no bairro da lata
Ainda não vi neste mundo
Um bairro com tanta sucata
Eu durmo ao relento
Coberto com um papelão
Para mim o melhor tempo
É este agora no verão
Eu passo alguma fome
Porque não quero trabalhar
Porque essa vida me consome
Só me apetece descansar
Não olhes para o que eu faço
Nesta vida desgraçada
Eu ando sempre descalço
E de camisa rasgaada
Tomo banho no inverno
Só quando está a chover
A água fria é um inferno
Vagabundo tem que sofrer
Quando encontro uma carcaça
Revolto o caixote do lixo
Escolho o arroz e massa
E muita fruta com bicho
Peço esmola a uma moça nova
Responde-me toda zangada
Queres o dinheiro para a droga
Vira as costas e não dá nada
Roupa não posso comprar
Porque não tenho capital
Porque me hei-de a ralar
Se há tanta no estendal
Camisas novas apanho
E calças das mais modernas
Nunca olho ao tamanho
Algumas largas nas pernas
Não quero ter mulher
Dela sou oriundo
De serteza ela não quer
Ter mais um vagabundo
Autor JSGuerreiro
domingo, 20 de junho de 2010
sexta-feira, 18 de junho de 2010
CASAMENTOS MODERNOS
Ai Jesus valha-me Deus
Mas que grande confusão
Já não sei o que dizer
Até me dói o coração
Estes novos casamentos
Que entrou na modernice
Eu acho que é tolice
Este novo procedimento
Esta lei veio de São Bento
Nem parecem plebeus
Hábitos tais os seus
Estas ideias me consomem
Casar homem com homem
Ai Jesus valha-me Deus
Dormem os dois muito bem
Mas que diabo de sarilhos
Se não podem ter filhos
Porque útero eles não tem
Nem é pai nem é mãe
Não há irmã nem irmão
Nem sentem no coração
Como um filho é criado
Só sendo adotado
Mas que grande confusão
Também temos no femenino
Querem assumir o matrimónio
Valha-me Santo António
Já perdes-te o menino
Mas que triste destino
Não sei qual o prazer
Está-se mesmo a ver
Não é preciso ir ao altar
Querem apenas ter um par
Já não sei o que dizer
Este mundo está virado
Com as lésbicas a namorar
Dizem que querem casar
E os gays estão do seu lado
Lá vão de braço dado
Sua vontade tem uma razão
Não querem descriminação
Querem os direitos iguais
Eu acho que é de mais
Até me doi o coração
Autor JSGuerreiro
Mas que grande confusão
Já não sei o que dizer
Até me dói o coração
Estes novos casamentos
Que entrou na modernice
Eu acho que é tolice
Este novo procedimento
Esta lei veio de São Bento
Nem parecem plebeus
Hábitos tais os seus
Estas ideias me consomem
Casar homem com homem
Ai Jesus valha-me Deus
Dormem os dois muito bem
Mas que diabo de sarilhos
Se não podem ter filhos
Porque útero eles não tem
Nem é pai nem é mãe
Não há irmã nem irmão
Nem sentem no coração
Como um filho é criado
Só sendo adotado
Mas que grande confusão
Também temos no femenino
Querem assumir o matrimónio
Valha-me Santo António
Já perdes-te o menino
Mas que triste destino
Não sei qual o prazer
Está-se mesmo a ver
Não é preciso ir ao altar
Querem apenas ter um par
Já não sei o que dizer
Este mundo está virado
Com as lésbicas a namorar
Dizem que querem casar
E os gays estão do seu lado
Lá vão de braço dado
Sua vontade tem uma razão
Não querem descriminação
Querem os direitos iguais
Eu acho que é de mais
Até me doi o coração
Autor JSGuerreiro
quinta-feira, 17 de junho de 2010
CASAMENTO POR INTERESSE
DIALGO
ELE
Ó minha flor adorada
Ouça lá o que lhe digo
Se não quer fazer nada
Você pode casar comigo
ELA
Ó seu velho baboso
Não tenha ilusão
Você é tão idoso
Já não tem comechão
ELE
Mesmo com oitenta anos
Case comigo minha querida
Eu não lhe causo danos
Ainda tenho muita vida
ELA
Casar consigo era bom
Só se for pelas notas
Digo isto em bom tom
Você nem pode com as botas
ELE
Ó menina tenha piedade
A aparencia não diz nada
Mesmo com a minha idade
Você pode ficar cansada
ELA
É uma fartada de rir
Eu sou uma moça nova
Nem para a cama podes subir
Estás com os pes para a cova
ELE
Case comigo amorzinho
Faz a minha felicidade
Dá-me amor e carinho
Já posso morrer á vontade
ELA
Ó amor tu és um santo
Eu até não tenho inveja
Das-me a conta do banco
Podemos ir já á Igreja
ELE
Dou-te tudo o que tu quiseres
Promete que casas comigo
Se falhar no que tu queres
Posso pedir a um amigo
ELA
Isso aí é um perigo
E também um grande sarilho
Mesmo assim caso contigo
Se ainda me deres um filho
ELE
Tratamos do casamento
E não fugimos á letra
Ainda te dou um rebento
Nem que seja proveta
ELE e ELA
Agora somos casados
Como vez não há enganos
Todos estão admirados
De sermos felizes muitos anos
Autor JSGuerreiro
ELE
Ó minha flor adorada
Ouça lá o que lhe digo
Se não quer fazer nada
Você pode casar comigo
ELA
Ó seu velho baboso
Não tenha ilusão
Você é tão idoso
Já não tem comechão
ELE
Mesmo com oitenta anos
Case comigo minha querida
Eu não lhe causo danos
Ainda tenho muita vida
ELA
Casar consigo era bom
Só se for pelas notas
Digo isto em bom tom
Você nem pode com as botas
ELE
Ó menina tenha piedade
A aparencia não diz nada
Mesmo com a minha idade
Você pode ficar cansada
ELA
É uma fartada de rir
Eu sou uma moça nova
Nem para a cama podes subir
Estás com os pes para a cova
ELE
Case comigo amorzinho
Faz a minha felicidade
Dá-me amor e carinho
Já posso morrer á vontade
ELA
Ó amor tu és um santo
Eu até não tenho inveja
Das-me a conta do banco
Podemos ir já á Igreja
ELE
Dou-te tudo o que tu quiseres
Promete que casas comigo
Se falhar no que tu queres
Posso pedir a um amigo
ELA
Isso aí é um perigo
E também um grande sarilho
Mesmo assim caso contigo
Se ainda me deres um filho
ELE
Tratamos do casamento
E não fugimos á letra
Ainda te dou um rebento
Nem que seja proveta
ELE e ELA
Agora somos casados
Como vez não há enganos
Todos estão admirados
De sermos felizes muitos anos
Autor JSGuerreiro
domingo, 13 de junho de 2010
PERDEMOS A ESPERANÇA
Já perdemos a esperaça
Isto parece um castigo
Diz que não tem dinheiro
Para quem não tem abrigo
Há pessoas nessitadas
Não há quem nos acuda
Esta miséria não muda
Porque assim são governados
Outros são roubados
Há falta de segurança
Já ninguem tem confiança
Como tinha antigamente
Ninguem está contente
Já perdemos a esperança
As terras não são lavradas
As serras cheias de neve
Já ninguem se atreve
A puxar pelas enxadas
Isso foram águas passadas
A terra já não dá trigo
Todos precisam de abrigo
Muito amor e carinho
É triste viver sozinho
Isto parece um castigo
A crise essa malvada
Deixou tudo depenado
Deixou o comércio parado
Dizem que não vendem nada
Tanta gente desempregada
Já não têem o seu mealheiro
Não pagam ao mercieiro
Pedem ao vizinho emprestado
Vão também pedir ao estado
Dizem que não têem dinheiro
Se tivesse um bom patrão
Levava a vida a surrir
Quem não tem onde dormir
Coitado de quem estende a mão
Pedindo um bocado de pão
As vezes mal vestido
Sempre á chuva e ao perigo
Dos relampagos e trovões
Podiam dar uns tostões
A quem não tem abrigo
Autor JSGuerreiro
Isto parece um castigo
Diz que não tem dinheiro
Para quem não tem abrigo
Há pessoas nessitadas
Não há quem nos acuda
Esta miséria não muda
Porque assim são governados
Outros são roubados
Há falta de segurança
Já ninguem tem confiança
Como tinha antigamente
Ninguem está contente
Já perdemos a esperança
As terras não são lavradas
As serras cheias de neve
Já ninguem se atreve
A puxar pelas enxadas
Isso foram águas passadas
A terra já não dá trigo
Todos precisam de abrigo
Muito amor e carinho
É triste viver sozinho
Isto parece um castigo
A crise essa malvada
Deixou tudo depenado
Deixou o comércio parado
Dizem que não vendem nada
Tanta gente desempregada
Já não têem o seu mealheiro
Não pagam ao mercieiro
Pedem ao vizinho emprestado
Vão também pedir ao estado
Dizem que não têem dinheiro
Se tivesse um bom patrão
Levava a vida a surrir
Quem não tem onde dormir
Coitado de quem estende a mão
Pedindo um bocado de pão
As vezes mal vestido
Sempre á chuva e ao perigo
Dos relampagos e trovões
Podiam dar uns tostões
A quem não tem abrigo
Autor JSGuerreiro
quinta-feira, 10 de junho de 2010
Não te quero
Agora já não és minha
Não procures a onde eu estou
Já fui chão que deu vinha
Nossa amizade acabou
Meus olhos por ti choraram
Meu coração por ti sofreu
Foram chagas que ficaram
Levs-te tudo o que era meu
Dei-te o cartão para comprares
A roupa que o teu corpo veste
Quis dar-te o meu amor
E tu não o quiseste
Dei-te o carro e a vivenda
Dei-te joias de presente
Dei-te uma linda fazenda
E nunca ficavas contente
Paguei-te todo o luxo nos hoteis
Nas viagens ao estrangeiro
Levas-te os meus aneis
E todo o meu dinheiro
Viveste com falsidade
Eu para ti fui sincero
Enti só existe maldade
Agora já te não quero
JSGuerreiro
Não procures a onde eu estou
Já fui chão que deu vinha
Nossa amizade acabou
Meus olhos por ti choraram
Meu coração por ti sofreu
Foram chagas que ficaram
Levs-te tudo o que era meu
Dei-te o cartão para comprares
A roupa que o teu corpo veste
Quis dar-te o meu amor
E tu não o quiseste
Dei-te o carro e a vivenda
Dei-te joias de presente
Dei-te uma linda fazenda
E nunca ficavas contente
Paguei-te todo o luxo nos hoteis
Nas viagens ao estrangeiro
Levas-te os meus aneis
E todo o meu dinheiro
Viveste com falsidade
Eu para ti fui sincero
Enti só existe maldade
Agora já te não quero
JSGuerreiro
sábado, 5 de junho de 2010
SEMPRE FUI TRABALHADOR
Este poema é a minha vida
Sempre fui trabalhador
Em tudo tenho trabalhado
Ninguém me deu valor
Já me sinto cansado.
Comecei na construção
Comecei como servente
Senti-me mais contente
Ao pegar no matacão
Era uma boa profissão
Quando quiz ser escultor
Também quiz ser Doutor
Para salvar a humanidade
Digo isto sem vaidade
Sempre fui trabalhador.
Já fui sapateiro
Trabalhei numa sapataria
Trabalhei noite e dia
Por isso fui padeiro
Também fui pedreiro
Tejolos tenho assentado
Engraxei muito calçado
Com tinta da mesma côr
E eu Já fui estucador
Em tudo tenho trabalhado.
Eu já vendi sardinhas
Já vendi percebos
Já me doêm os dedos
De tanto depenar galinhas
Fiz recados ás vizinhas
Já trabalhei com tractor
Já fui construtor
Já fiz tanto serviço
E com tanto sacrefício
Ninguém me deu valor.
Muita calçada assentei
Bati calçada com o maço
Eu já fiz de palhaço
Em circo já trabalhei
Animais demostiquei
Com a ajuda do meu cajado
Eu até já guardei gado
Nos campos do alentejo
E agora é que eu vejo
Que já me sinto cansado.
JSGuerreiro
Sempre fui trabalhador
Em tudo tenho trabalhado
Ninguém me deu valor
Já me sinto cansado.
Comecei na construção
Comecei como servente
Senti-me mais contente
Ao pegar no matacão
Era uma boa profissão
Quando quiz ser escultor
Também quiz ser Doutor
Para salvar a humanidade
Digo isto sem vaidade
Sempre fui trabalhador.
Já fui sapateiro
Trabalhei numa sapataria
Trabalhei noite e dia
Por isso fui padeiro
Também fui pedreiro
Tejolos tenho assentado
Engraxei muito calçado
Com tinta da mesma côr
E eu Já fui estucador
Em tudo tenho trabalhado.
Eu já vendi sardinhas
Já vendi percebos
Já me doêm os dedos
De tanto depenar galinhas
Fiz recados ás vizinhas
Já trabalhei com tractor
Já fui construtor
Já fiz tanto serviço
E com tanto sacrefício
Ninguém me deu valor.
Muita calçada assentei
Bati calçada com o maço
Eu já fiz de palhaço
Em circo já trabalhei
Animais demostiquei
Com a ajuda do meu cajado
Eu até já guardei gado
Nos campos do alentejo
E agora é que eu vejo
Que já me sinto cansado.
JSGuerreiro
quinta-feira, 3 de junho de 2010
Tudo por causa da bebida
Tudo por causa da bebida
Tudo por causa da bebida
Tudo por causa da bebida
Quando eu era rapaz
Andava sempre contente
Brincava com toda a gente
E de tudo era capaz
Não deixava nada para traz
Eu tinha uma grande vida
Namorei uma rapariga
E com ela fiz apostas
Depois virei-lhe as costas
Tudo por causa da bebida.
Eu era homem honrado
Era pessoa de respeito
Hoje não tenho jeito
Ando sempre embriagado
Eu vou a qualquer lado
Ninguém me dá guarida
Eu arranjo sempre briga
Com qualquer pessoa
Minha vida não está boa
Tudo por causa da bebida.
A filha me abandonou
A mulher foi a primeira
Por causa da bebedeira
É por isso que assim estou
A bebida comigo acabou
A garrafa é minha amiga
Eu canto-lhe uma cantiga.
Agora vamos beber
Eu ando a sofrer
Tudo por causa da bebida.
Ando sempre borracho
Levo uma vida indecente
Por causa da aguardente
É por isso que me vou abaixo
Ando bêbedo que nem um cacho
Só tenho vinho na barriga
Tenho uma dôr tão sentida
desta vida desgraçada
Eu já não valho nada
Tudo por causa da bebida..
JSGuerreiro
Tudo por causa da bebida
Tudo por causa da bebida
Quando eu era rapaz
Andava sempre contente
Brincava com toda a gente
E de tudo era capaz
Não deixava nada para traz
Eu tinha uma grande vida
Namorei uma rapariga
E com ela fiz apostas
Depois virei-lhe as costas
Tudo por causa da bebida.
Eu era homem honrado
Era pessoa de respeito
Hoje não tenho jeito
Ando sempre embriagado
Eu vou a qualquer lado
Ninguém me dá guarida
Eu arranjo sempre briga
Com qualquer pessoa
Minha vida não está boa
Tudo por causa da bebida.
A filha me abandonou
A mulher foi a primeira
Por causa da bebedeira
É por isso que assim estou
A bebida comigo acabou
A garrafa é minha amiga
Eu canto-lhe uma cantiga.
Agora vamos beber
Eu ando a sofrer
Tudo por causa da bebida.
Ando sempre borracho
Levo uma vida indecente
Por causa da aguardente
É por isso que me vou abaixo
Ando bêbedo que nem um cacho
Só tenho vinho na barriga
Tenho uma dôr tão sentida
desta vida desgraçada
Eu já não valho nada
Tudo por causa da bebida..
JSGuerreiro
terça-feira, 1 de junho de 2010
A casa da Mariquinhas
A casa da Mariquinhas
É só cangalhada
O této está a cair
A casa foi derrobada.
A porta sem fechadura
A janela sem vidraça
Aquilo era uma desgraça
Com tanta sucata á mistura
Uma foto sem moldura
O soalho sem tabuinhas
O chão é de pedrinhas
Havia um velho tapete
Para ela era um palacete
A casa da mariquinhas.
Com cacos por todo o lado
Moveis sem prateleiras
Havia duas cadeiras
E um banco descolado
Janela sem cortinado
Tudo não valia nada
Havia uma almofada
Uma panela e tres pratos
Pendurados tres farrapos
Era só cangalhada.
Casa de banho sem sanita
Também não tinha bidé
Faltava um rodapé
O toalheiro era uma ripa
Quando se vio aflita
Á câmara chegou a ir
Fartou-se de andar a pedir
A quem lhe desse a mão
Já não tem solução
O teto está a cair.
O quarto era pequeno
A cama era no chão
Havia um velho colchão
Cheio de palha e feno
Não dormia no sereno
Sentia-se aconchegada
Já estava conformada
Que a casa ia demolir
J'a não tem onde dormir
A casa foi derrobada.
JSGuerreiro
É só cangalhada
O této está a cair
A casa foi derrobada.
A porta sem fechadura
A janela sem vidraça
Aquilo era uma desgraça
Com tanta sucata á mistura
Uma foto sem moldura
O soalho sem tabuinhas
O chão é de pedrinhas
Havia um velho tapete
Para ela era um palacete
A casa da mariquinhas.
Com cacos por todo o lado
Moveis sem prateleiras
Havia duas cadeiras
E um banco descolado
Janela sem cortinado
Tudo não valia nada
Havia uma almofada
Uma panela e tres pratos
Pendurados tres farrapos
Era só cangalhada.
Casa de banho sem sanita
Também não tinha bidé
Faltava um rodapé
O toalheiro era uma ripa
Quando se vio aflita
Á câmara chegou a ir
Fartou-se de andar a pedir
A quem lhe desse a mão
Já não tem solução
O teto está a cair.
O quarto era pequeno
A cama era no chão
Havia um velho colchão
Cheio de palha e feno
Não dormia no sereno
Sentia-se aconchegada
Já estava conformada
Que a casa ia demolir
J'a não tem onde dormir
A casa foi derrobada.
JSGuerreiro
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