sábado, 5 de junho de 2010

SEMPRE FUI TRABALHADOR

Este poema é a minha vida

Sempre fui trabalhador
Em tudo tenho trabalhado
Ninguém me deu valor
Já me sinto cansado.

Comecei na construção
Comecei como servente
Senti-me mais contente
Ao pegar no matacão
Era uma boa profissão
Quando quiz ser escultor
Também quiz ser Doutor
Para salvar a humanidade
Digo isto sem vaidade
Sempre fui trabalhador.

Já fui sapateiro
Trabalhei numa sapataria
Trabalhei noite e dia
Por isso fui padeiro
Também fui pedreiro
Tejolos tenho assentado
Engraxei muito calçado
Com tinta da mesma côr
E eu Já fui estucador
Em tudo tenho trabalhado.

Eu já vendi sardinhas
Já vendi percebos
Já me doêm os dedos
De tanto depenar galinhas
Fiz recados ás vizinhas
Já trabalhei com tractor
Já fui construtor
Já fiz tanto serviço
E com tanto sacrefício
Ninguém me deu valor.

Muita calçada assentei
Bati calçada com o maço
Eu já fiz de palhaço
Em circo já trabalhei
Animais demostiquei
Com a ajuda do meu cajado
Eu até já guardei gado
Nos campos do alentejo
E agora é que eu vejo
Que já me sinto cansado.

JSGuerreiro

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