Eu acompanho a minha esposa
Aos centros comerciais
Onde se vê tanta coisa
Eu acho que é de mais
Depois de ver tanto objecto
Ela dá volta á parteleira
Não traz o cartão de credito
Também não traz a carteira
Pergunta o preço do vestido
Pergunta o preço da blusa
Diz que este fica compridoo
E aquele que já não se usa
Ela em tudo mexe
Põe tudo á descarada
Ela mexe e remexe
Depois não compra nada
Ás vezes mete-me aflição
Que tempo mal empregado
Onde ela põe a mão
Fica tudo desarrumado
Ponho-me a olhar para ela
Ás vezes até me esqueço
Mesmo com muita cautela
Ela põe tudo do avesso
Não sei qual a ideia
De me trazer a este logar
É para ver se caio na teia
Se me resolvo a pagar
Autor Jaime S. Guerreiro
domingo, 4 de julho de 2010
sábado, 3 de julho de 2010
Mulher infeliz
Homem
Porque clama a minha mulher
Se não lhe falta nada
Tem tudo o que ela quer
E a despensa recheada
Mulher
Sito-me muito infeliz
Não posso ter o que gosto
Como posso ser feliz
Com este tamanho desgosto
Ele
Eu amo-te do coração
Já não sei o que fazer
Diz-me qual a razão
Desse grande teu sofrer
Ela
Eu sei que me tens amor
Em nós há lealdade
Mas falta-me o melhor
Para a nossa felicidade
Ele
Se fôr dinheiro eu pago
Não se olha a despesas
Eu vou a todo o lado
Para não ver tristezas
Ela
A falta que sinto cá dentro
Não tens dinheiro para pagar
Talvez só com algum tempo
Eu me possa conformar
Ele
Se é que estas doente
Eu chamo o cirugião
Quero um bom ambiente
Na nossa relação
Ela
Sempre me hei-de queixar
Por isso eu me lamento
Não há mais amor para dar
Sabe Deus o meu sofrimento
Ele
Tomara outras mulheres
Terem como tu, um paraiso
Tu tens tudo o que preferes
Elas não têem o que é preciso
Ela
Que me importa se nobre
Se não tenho o que elas têem
Preferia ser sempre pobre
E ter o prazer de ser mãe.
Porque clama a minha mulher
Se não lhe falta nada
Tem tudo o que ela quer
E a despensa recheada
Mulher
Sito-me muito infeliz
Não posso ter o que gosto
Como posso ser feliz
Com este tamanho desgosto
Ele
Eu amo-te do coração
Já não sei o que fazer
Diz-me qual a razão
Desse grande teu sofrer
Ela
Eu sei que me tens amor
Em nós há lealdade
Mas falta-me o melhor
Para a nossa felicidade
Ele
Se fôr dinheiro eu pago
Não se olha a despesas
Eu vou a todo o lado
Para não ver tristezas
Ela
A falta que sinto cá dentro
Não tens dinheiro para pagar
Talvez só com algum tempo
Eu me possa conformar
Ele
Se é que estas doente
Eu chamo o cirugião
Quero um bom ambiente
Na nossa relação
Ela
Sempre me hei-de queixar
Por isso eu me lamento
Não há mais amor para dar
Sabe Deus o meu sofrimento
Ele
Tomara outras mulheres
Terem como tu, um paraiso
Tu tens tudo o que preferes
Elas não têem o que é preciso
Ela
Que me importa se nobre
Se não tenho o que elas têem
Preferia ser sempre pobre
E ter o prazer de ser mãe.
sexta-feira, 2 de julho de 2010
A casa da Mariquinhas
A casa da mariquinhas
Era só cangalhada
O tecto estava a cair
A casa foi derrobada
A porta sem fechadura
A janela sem vidraça
Aquilo era uma desgraça
Com tanta sucata á mistura
Uma foto sem moldura
O soalho sem tabuinhas
O chão era de pedrinhas
Lá tinha um velho tapete
Para ela era um palacete
A casa da mariquinhas
Com cacos por todo o lado
Móveis sem parteleiras
Havia duas cadeiras
E um banco descolado
Janela sem cortinado
Tudo não valia nada
Só havia uma almofada
Uma panela e dois pratos
Pendurado três farrapos
Era só cangalhada
Casa de banho sem sanita
Também não tinha bidé
Faltava um rodapé
O toalheiro era uma ripa
Quando se viu aflita
À Câmara chegou a ir
Fartou-se de andar a pedir
A quem lhe desse a mão
Já não tem solução
O tecto estava a cair
O quarto era pequeno
A cama era no chão
Havia um velho colchão
Cheio de palha e feno
Não dormia no sereno
Sentia-se aconchegada
Já estava conformada
Que a casa ia demolir
Já não tem onde dormir
A casa foi derrobada
Autor Jaime S. Guerreiro
Era só cangalhada
O tecto estava a cair
A casa foi derrobada
A porta sem fechadura
A janela sem vidraça
Aquilo era uma desgraça
Com tanta sucata á mistura
Uma foto sem moldura
O soalho sem tabuinhas
O chão era de pedrinhas
Lá tinha um velho tapete
Para ela era um palacete
A casa da mariquinhas
Com cacos por todo o lado
Móveis sem parteleiras
Havia duas cadeiras
E um banco descolado
Janela sem cortinado
Tudo não valia nada
Só havia uma almofada
Uma panela e dois pratos
Pendurado três farrapos
Era só cangalhada
Casa de banho sem sanita
Também não tinha bidé
Faltava um rodapé
O toalheiro era uma ripa
Quando se viu aflita
À Câmara chegou a ir
Fartou-se de andar a pedir
A quem lhe desse a mão
Já não tem solução
O tecto estava a cair
O quarto era pequeno
A cama era no chão
Havia um velho colchão
Cheio de palha e feno
Não dormia no sereno
Sentia-se aconchegada
Já estava conformada
Que a casa ia demolir
Já não tem onde dormir
A casa foi derrobada
Autor Jaime S. Guerreiro
quinta-feira, 1 de julho de 2010
AVOZINHA
Fui visitar a minha avozinha
Que vivia lá na terra
Coitada vivia sozinha
Num monte no meio da serra
Era uma casinha singela
Feita de pedraria
Apenas uma janela
Era ali que ela vivia
Uma casa envelhecida
Quase do tempo dos romanos
Nela foi sempre vivida
Grandes calores humanos
De volta havia pinhascos
Pinheiros e silvados
Castanheiros e carrascos
Havia mato em todos os lados
Havia um carreiro que descia
Que vinha da casa á fonte
Para mim era uma alegria
Estar com ela naquele monte
Pedi-lhe para vir comigo
Respondeu-me não pode ser´
É aqui que tenho vivido
É aqui que quero morrer
Despedi-me da minha avozinha
Com os braços dela nos meus
Ela ficou triste sozinha
E disse meu neto, Vai com Deus.
Autor Jaime S. Guerreiro
Que vivia lá na terra
Coitada vivia sozinha
Num monte no meio da serra
Era uma casinha singela
Feita de pedraria
Apenas uma janela
Era ali que ela vivia
Uma casa envelhecida
Quase do tempo dos romanos
Nela foi sempre vivida
Grandes calores humanos
De volta havia pinhascos
Pinheiros e silvados
Castanheiros e carrascos
Havia mato em todos os lados
Havia um carreiro que descia
Que vinha da casa á fonte
Para mim era uma alegria
Estar com ela naquele monte
Pedi-lhe para vir comigo
Respondeu-me não pode ser´
É aqui que tenho vivido
É aqui que quero morrer
Despedi-me da minha avozinha
Com os braços dela nos meus
Ela ficou triste sozinha
E disse meu neto, Vai com Deus.
Autor Jaime S. Guerreiro
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