Eu acompanho a minha esposa
Aos centros comerciais
Onde se vê tanta coisa
Eu acho que é de mais
Depois de ver tanto objecto
Ela dá volta á parteleira
Não traz o cartão de credito
Também não traz a carteira
Pergunta o preço do vestido
Pergunta o preço da blusa
Diz que este fica compridoo
E aquele que já não se usa
Ela em tudo mexe
Põe tudo á descarada
Ela mexe e remexe
Depois não compra nada
Ás vezes mete-me aflição
Que tempo mal empregado
Onde ela põe a mão
Fica tudo desarrumado
Ponho-me a olhar para ela
Ás vezes até me esqueço
Mesmo com muita cautela
Ela põe tudo do avesso
Não sei qual a ideia
De me trazer a este logar
É para ver se caio na teia
Se me resolvo a pagar
Autor Jaime S. Guerreiro
domingo, 4 de julho de 2010
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