quarta-feira, 19 de maio de 2010

poema da árvore

Fui um dia descansar
No banco do jardim
Onde exestiu uma árvore
E para ela eu disse assim

Ó árvore que me refrescavas
Da tua sombra tão boa
Cortei-te em vários bocados
Para fazer uma canoa

Deite tanto sofrimento
Sem noção do que fazia
Cortei-te ao comprimento
Para a trave da moradia

Uma pernada te cortei
Parecia não valer nada
Mas ainda te aproveitei
Para o cabo da minha enxada

Enxada com que eu cavei
A terra da minha horta
Ainda te aproveitei
Para o vão da minha porta

De ti fiz uma picota
Cortei-te com o meu machado
Da pernada que não era torta
Fiz a ripa do telhado

Tanto que sofreste
Fiz de ti um inferno
E tu tanto me aqueceste
Nas noites frias de inverno

Digo-te adeus a ti
Adeus sem regresso
E deste banco aqui
Também me despeço

Acabei a minha obra
Jamais te ponho a mão
Com a madeira de sobra
Fiz as tábuas do meu caixão

JSGuerreiro

1 comentário:

  1. Olá amigo Guerreiro
    Finalmente acertou com o blogue das poesias. É muito bom tê-lo feito, pois assim, já podemos ver os seus poemas sempre que quisermos. Desejo-lhe bons êxitos para o seu blogue. Continue a escrever.
    Cordiais saudações
    António SIlva

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