domingo, 30 de maio de 2010

O imigrante

Vou deixar a minha terra
Jamais subirei á serra
Vou para fora trabalhar,
Abadono o meu cônjuge
Mesmo que vá para longe
De ti me vou lembrar.

Despedida palavra errante
É a voz dum imigrante
Á procura de nova vida,
Desculpa os meus pecados
Do quais tens, os teus cuidados
Ó minha mãezinha querida.

Vou deixar mulher e filhos
Vou deixar os teus cadilhos
Que eu tanto afaguei,
Desejo-te felicidades
Eu levo as saudades
Da mulher que eu mais amei.

De lá vou-te escrever
Só assim a mãe pode saber
Que eu em ti tenho brilho,
Não me esqueço da promessa
Mas tu é que tens pressa
Do regresso do teu filho.

Por favor eu te peço
Espera por o meu regresso
Não estejas a chorar,
A vida é como o vento
Depressa passa o tempo
Depressa hei-de voltar.

JSGuerreiro

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