É triste vivermos sózinhos
Num canto abadonados
Quando precisamos de carinhos
É quando somos desprezados.
Até os próprios filhos
Nos tiram das suas listas
Só neles têem brilho
Não passam duns iguistas.
Fazem de nós um farrapo
Um objecto sem valor
É como seja um velho caco
Dum vaso sem flor.
Não nos têem nenhum amor
Não querem ter cuidados
Não nos dão nenhum valor
Metem-nos num lar, ficam descansados
Ali somos depositados
Não se sabe quanto tempo
Até pagarmos os pecados
E acabar com o sofrimento.
« Pensamento»
Não pensamos em alturas
Porque maiór é a queda
Talvez estas criaturas
Paguem da mesma moeda.
JSGuerreiro
quinta-feira, 27 de maio de 2010
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